Mais Não!

Estou aqui porque, quando se trata de defender a vida, a escolha só pode ser uma.

Ao contrário da maior parte dos meus companheiros de blogue, não sou especialmente dotado para a escrita, o que poderá levar a que daqui não saiam mais do que alguns simples e gastos lugares comuns. Não quis no entanto deixar de corresponder a este convite e vir aqui defender o NÃO!

E defendo-o porque:

- Não se trata evidentemente de qualquer desejo mórbido de ver "mulheres a sofrer no banco dos réus", como querem dar a entender alguns promotores do sim. Trata-se apenas de querer defender a dignidade de cada um de nós, incluindo a do pequeno ser que ali se encontra a lutar para ser digno do amor dos pais.

- Bem ou mal, já é permitido abortar em Portugal nas situações consideradas mais dramáticas. Afinal, o que se pretende mais agora? Não será tão somente que esta prática possa tornar-se abertamente e sem barreiras no remédio infalível para uma contracepção falhada?

- O grau de civilização duma sociedade mede-se em grande parte pela sua capacidade de protecção dos mais fracos, daqueles que não podem defender-se a si próprios. No entanto, o que se verifica nos países ocidentais, é realmente uma prática diametralmente oposta. E essa tendência é de tal forma preocupante que nos países considerados "mais evoluídos", ou "mais modernos", onde o aborto se tornou banal e rotineiro, já existem vozes influentes a falarem na possibilidade de se vir a permitir matar recém-nascidos, sempre que isso for considerado mais conveniente para os pais ou para a sociedade. E estamos apenas no princípio!

Será este o rumo que queremos para a nossa civilização?!
Eu digo: Não!
E é por isso que estou aqui.

Comentários:
O "pequeno ser que ali se encontra" se encontra não está a lutar por ser digno do amor dos pais coisa nenhuma. Isso é atirar areia para fazer chorar os olhos, com esse tipo de argumentação piegas. O ser que com 10 semanas está ali não tem sequer uma estrutura neurológica suficientemente desenvolvida para lutar por tais sentimentos.

Mas fala aí de algo preocupante, sim. A denúncia que faz é grave. Por favor, queira-nos esclarecer que vozes influentes são essas que nos tais países evoluidos defendem a morte de recém-nascidos.

Não confunda as coisas, nem generalize as pessoas, porque do lado do não também existe muita gente a defendê-lo por motivos bem sinistros. O rumo que eu como defensor do sim pretendo para a civilização não é o da morte indiscriminada de pessoas e não tenha o atrevimento de presumir que a maior parte dos defensores do sim lutam por isso. Não sei se alguns defensores do sim têm esse tipo de intenção obscura, mas não me parece, como a si certamente também não deve parecer, pelo menos 99,999...% deles!
 
Bem-vindo Manel!
 
Obrigado João.

Senhor(a) JD, presumo que saiba ler inglês:

http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=51963
 





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