Revista de Imprensa (18)

"Não julgo que valha a pena insistir na vacuidade, contradições (e, já agora, demagogia) dos dois "argumentos" apresentados por José Sócrates. Basta pensar que a proposta do PS "persegue" e "envia para a prisão" as mulheres que abortam às 11 semanas de gravidez, às quais não evitaria o aborto clandestino (o qual, aliás, como já reconheceram alguns defensores da liberalização, não acabará, por razões várias). Mas esta incoerência chama a atenção para o verdadeiro "clandestino" dessa argumentação - o não nascido - e para o que estará em causa no próximo referendo: saber se essa vida humana deve ser protegida pela lei, ou se, pelo contrário, deve ficar à mercê do interesse arbitrário de outrem, como se fosse uma "coisa" para usar ou deitar fora, sem valor intrínseco, a custas do Estado."

Alexandra Tété, no Público

Comentários:
pois é mas acho que a "coisa" fica à merce de alguém que pensa e tem sentimentos tal como tu.
por outro lado tu que és mulher, imagina o que será uma criança que está nove meses dentro da barriga de uma mae que não a quer. E já agora o estado é cada um de nós(um bocado anarquico) mas é mesmo assim que se passa no sub mundo aquele que não tem visibilidade. Penso que é por o fenomeno aborto se passar nesse sub mundo que a maioria das pessoas não tem noçao da dimensão da realidade underground.
 
Detestando falar com anónimos, gostaria no entanto saber qual é a dita experiência da «realidade underground» que tem?
 





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