PERGUNTAR, NÃO OFENDE

Apenas uma pergunta: as pessoas que pensam que um feto também fuma, para justificar a proibição de fumar ao pé de grávidas, podem votar sim no referendo sobre a despenalização do aborto?

Comentários:
Sou portuguesa e estou em Espanha. Não sei se vou poder votar e colocar uma cruz bem gorda no NAO...mas gostava de dizer o revoltada que me sinto com as banalidades que leio na defesa de um sim sem qualquer lógica inerente. Tenho uma irmã linda no Céu e no meu coração, a Clarinha, que enquanto esteve na Terra, sem falar, sem mover-se e sem sorrir nos fez crescer, nos ensinou a Vida. Porque os deficientes não são eles, somos nós, os que queremos purismos de raça ilógicos.
Não entendo como se pode ser contra a pena de morte e a favor do aborto e a favor da eutanásia. Não entendo porque não se luta por infraestruturas sociais e cívicas, horarios laborais compatíveis com a maternidade. É mais fácil matar. Mais cómodo.
Tenho os melhores pais do mundo!!! Os pais que me deram o maior presente da minha vida: a Clarinha. Obrigada...
 
Eu diria que os dois grupos são praticamente disjuntos.

(e cuidado com as vírgulas, caro Jorge Ferreira, que ainda começam a tratá-lo pelo seu título profissional!) :)
 
Caro Jorge,

mais do que isso. É o Estado que agora coloca a possibilidade de legitimar o aborto - e transfromá-lo num direito da mulher - que difunde uma mensagem a dizer "Se está grávida, o tabaco prejudica a saúde do seu filho"...
 
Claro que sim. É que o sim é pela escolha e não pela imposição. Deu um tiro no pé.

luis v
 
muito honestamente

não percebo, minimamente, o pretendido com esta questão. não me faz qualquer tipo de sentido!
acho que são duas realidades distintas. Uma coisa é despenalizar o aborto, outra é a difusão de uma prerrogativa "social" e de saúde pública, que esclareça as mães, e todos os agentes sociais, sobre os malefícios do tabaco. Há mulheres que querem ser mães, o Estado sabe disso...
O Estado, ao aprovar a legislação do aborto, não proíbe que mulheres tenham filhos; e não descura do papel zelador, enquanto agente público, para o bem estar de todos nós. Podem efectivamente existirem muitas incongruências nos discursos civis, políticos, e estatais em torno do aborto e das questões de protecção à família ou maternidade... esta situação não perfila, a meu ver,um desses casos.

R.
 
O que eu percebi deste post é que há fetos que andam para aí de cigarro na mão.
Não se pode tratar a sintaxe desta maneira. Mas o que faz a polícia neste país?
 
É o sim pela liberdade e o não pela vida. E em vez de estarmos a comentar o país e a sua liberdade de poderes e democracias, lutar pelo nosso meio ambiente, rural e urbano, pela corrupção, pelo estado da saúde e do ensino... andamos a aturar euros, mundiais, expos, e nos entretantos para entreter o povinho lá vai um referendo tão "fracturante" como inútil, pois o "progresso" é tão óbvio que até cheira mal, "follow the money"! Ainda por cima até contribui para a economia (ou não!!) ... e que venham o próximo, claro, sobre a eutanásia.
 
Caro luis r.
A pergunta faz sentido num ponto comum: o embrião. Se se considera que o embrião é apenas um monte de células então não se pode advogar a sua existência para campanhas anti-tabágicas. Se se considera um embrião como um indivíduo, então o aborto é um mal e deve ser assim encarado, no sentido de implementar medidas que o eliminem! Não se podem advogar coisas contraditórias conforme o efeito pretendido! Pelo menos a ideia por detrás deste post é compreensível certo?
Caro Luís V.
Você considera que a lei que proíbe o homicídio, o roubo, a pedofilia, etc... também são uma "imposição", contra a "escolha" do indivíduo? Se sim, então coerentemente defende a despenalização destes crimes, uma vez que quem os pratica muitas vezes tem más condições sócio-económicas, sendo julgado de uma forma humilhante, e que a lei actual não é desincentivadora destes crimes (pois estes continuam a ser praticados) e que quem tem mais recursos acaba sempre por conseguir levá-los avante (pelo que não os democratizar é uma hipocrisia)? Talvez assim, vexa já compreenda melhor a nossa posição!
Cumprimentos
 
É giro misturar tabagismo, homicídio, o roubo, a pedofilia... Tme lógica, são tudo coisas parecidissimas!!! NOT!!! É a chantagem emocional a funcionar, o costume dos argumentos do Não. Quando nãos e sabe como argumentar chama-se assassinas e outras coisas que tal! Continuem! Estão no bom caminho para perder esta batalha!
 
Cara fragmentada:
Não chamei assassino a ninguém, apenas ilustrei que todos os pontos usados pelos pró-aborcionistas para justificar a mudança da actual lei podem ser aplicados a qualquer lei! Se estou errado, por favor diga-me porquê... pois vexa não fez a mínima contra-argumentação a não ser o "porque sim"! O facto de vexas acharem o vosso ponto de vista tão evidente que se exaltam desta forma num debate sério e tirando conclusões erradas do que é dito é que foi o motivo da vossa derrota no 1º referendo, se não me engano!
Cumprimentos
 
Desculpe Kephas, só agora reparei, onde foi buscar que me chamo Luís? lol assino com R porque é a inicial do meu nome, além disso sou do sexo feminino. Bem sei que n dá para perceber por um simples R, mas de qualquer modo fica já a saber. cumprimentos
 
Peço imensa desculpa a R., o que aconteceu foi que, na redacção do meu comment, confundi a referência a si com a do luís v.
Cumprimentos
 
Fumar durante a gravidez aumenta o risco de aborto.(Faz sentido criminalizar a conduta das grávidas que fumam?
 
Cara bluesmile:
Deixe-me elucidá-la acerca de uma grande distinção entre quem faz ciência: "aumentar o risco" é diferente de "provocar"! Enquanto se sabe que as mulheres que fumam têm um maior número de abortos que as não fumadoras (daí o "aumento do risco"), ainda não foi estabelecida uma causalidade directa (saber que é o próprio tabaco que provoca o aborto e como)! Levar isto à lei não é possível, porque um advogado da indústria tabaqueira diria isto que eu acabei de expôr e não seria possível estabelecer qualquer tipo de pena (caso contrário já há muito que a indústria tabaqueira teria sido implicada no homícidio de todos os cancerosos directamente ligados ao hábito)!
De qualquer das formas, fumar durante a gravidez não deixa de ser uma inconsciência e deve-se, sem dúvida alguma, abordar esse tema no sentido da modificação dos comportamentos!
Cumprimentos
 





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