PORTUGAL VS ALEMANHA

Enquanto na Alemanha se premeiam os nascimentos, em Portugal promove-se o aborto!...
Ana Cristina Ferreira, no Relações Internacionais.

Comentários:
«Governo vai dar 25 mil euros por cada criança que nasça a partir de 1 de Janeiro»

Para um português desta república socialista (governada em coligação há 30 anos pelo bipartido PSD/PS) parece mentira de 1 de Abril!
 
às vezes cedemos à tentação de fazer um pouco de demagogia não é? vá lá, por esta vez passa.
 
Já agora, já protestaram pelo facto do Governo, considerar ricos os deficientes que recebem mais de 140 contos/mês? E de que forma?

Sabem quanto custa os gastos, que uma deciência custa ao próprio, e à sua familia?

Não é isto um incêntivo ao aborto?
 
Se o Governo de Portugal seguisse o exemplo alemão, aposto que o número de abortos baixava, sejam ou não clandestinos. Já ninguém ia alegar que não reunia condições económicas para não ter filhos (e a pílula é tão barata). Iam querer ter, e muitos. Seria uma espécie de rendimento mínimo garantido, mas com uma contrapartida de carne e osso a brincar lá por casa. No Reino Unido também se incentiva o nascimento de crianças. Nesses países modernos, que Portugal quer copiar em tudo, mas em relação aos quais, no caso do aborto, parece não incomodar o distanciamento e a falta de convergência. Digam-me, afinal, quem é que é moderno: quem apoia o «sim», ou quem o contraria e tenta dar mais dignidade às crianças e ao conceito de família? Será que a Alemanha e o Reino Unido não começaram já a perceber que permitir o aborto não foi uma boa escolha? Mais vale tarde...
 
Olha que parvoíce!!

As pessoas dizem cada coisa.

Na Alemanha o aborto já foi despenalizado há muito...

Em Portugal promove-se a familia com um único filho porque não há condições para ser ter muitos.

Esta até insulta um português pobrezinho como eu.
 
Promove-se o aborto? Só se for a sua autopromoção neste blogue...
George Kaplan
 
Este blog é de uma hipocrisia extrema. Ando há muito tempo a pensar se deixo um comentário ou não. Sinceramente acho este blog tão lugubre que nem merce a dignidade de ter comentários. Mas hoje a raiva apoderou-se de mim e não resisti. A verdadeira questão relativamente ao aborto está constantemente a ser distorcida. A questão não é se há vida às 10semanas, ou se cada um de nós apoia o aborto propriamente dito. Não é isso que está em causa. Eu posso mesmo dizer que sou contra o aborto. E penso que toda a gente o será. A questão é que eu, como mulher tenho direito á escolha. tenho direito a escolher se quero ter um filho ou não. Eu como mulher tenho o direito de tomar uma decisão consciente, que apens a mim me diz respeito e a mais ninguém. E mais, tenho o direito de poder escolher se quero fazer um aborto ou não e se o quiser fazer tenho o direito de ter infraestruturas adequadas para o fazer. Viva o direito de liberdade individual. E agora já sei que me vão atirar para a cara e dizer que lá por ser livre isso não me da o direito de cometer homicidios a torto e a direito, ou porque é que não saio por aí matar pessoas que não gosto, mas isso, caros amigos já é retórica. Dêem as mulheres o direito de decidir. E fiquem lá com as vossas convicções individuais. Lá por serem contra não quer dizer que tenham o direito de me condicionar. Oxalá a nenhum destes senhores e senhoras lhes apareça em casa uma filha grávida com 15 anos de idade. E não me venham com a treta da educação sexual. Sabem muito bem que ela é e sempre sera ineficaz. Basta um pequeno deslize, basta medicamento tomado em simultaneo com a pilula e que anule o efeito desta para se ficar com um filho nos braços. Já agora carissimos, não imagino qual será a vossa posição quanto á pilula do dia seguinte. Se formos a entrar em posições mais extremistas, talvez até sejam contra a pilula e o preservativo, já que estão a impedir que a vida tome o seu curso natural. Com um pouco de sorte ainda conseguimos encontrar por aqui quem considre que o sexo apenas deva ser feito para procriar. Mas sinceramente não tenho rigorasamente nada a ver com isso. Cada um pensa o que quer. Ninguém tem é o direito de me impedir de escolher se quero ter um filho ou não.

(A verdade é que estas pessoas daqui não são lá muito de respeitar as liberdades individuais.veja-se que eles permitem os comentários, mas só aqueles que eles aprovarem.
 
Pois, pois. E a Alemanha primou, antes de mais, por ter despenalizado o aborto. Efectivamente,constataram que a criminalização do aborto é a maior causa da prática de abortos. Curioso, não? Criminalizar é fomentar o aborto.
E na Alemanha as estatisticas falam por si.Desde que o aborto deixou de estar penalizado o número de IVGs reduziu drasticamente.
O Estado Alemão criou alternativas à prática do aborto.
Evidentemente, que os factos constantes desta noticia só são possíveis num país que despenalizou o aborto.
 
Sr Dona Mirl:

"ser mãe" não é o mesmo que "comprar uma planta". Uma gravida tem efectivamente uma vida dentro de si, que só por cegueira "do progresso" se pode ignorar em nome do direito a dispor do corpo e à maternidade consciente (ambos obviamente validos). Esse afamado "direito a decidir" é um direito a decidir terminar uma vida, e, mais especificamente, neste referendo o que está em causa é "o direito a decidir terminar uma vida sem precisar de me justificar". Ora isso é a meu ver totalmente ilegitimo.
Viva o direito de liberdade individual - não podia concordar mais. Mas sempre consciente de que estou limitado pelos direitos dos outros "individuos", maior deles todos, o direito a viver.
 
Evidentemente, tem toda a razão o autor do comentário anterior. Quem não quiser fazer um aborto, mesmo nas condições previstas na lei, não faz, ninguém obriga ninguém. Agora, o que esta gente do "não" quer é obrigar toda a gente a ter filhos mesmo que não queira. Bolas! Que rico conceito de liberdade!
 
Parece-me que a Clara ainda acredita na história da cegonha...
 
Todos querem liberdade, não é? É a liberdade de pensar, de se exprimir, de ter filhos, de não ter... E que tal impedir que os filhos venham, não? Prevenir, ter cuidado, tomar precauções? Que há acidentes todos sabemos. Que há gravidezes não planeadas e que não são bom sinal em crianças de 15 anos. Mas a aposta deve ser feita na prevenção. Eu tenho 30 anos, e não sendo - nem de perto nem de longe - a Virgem Maria (nem sequer sei rezar), nunca estive grávida, e aos 15 anos nem fazia ideia do que era sexo. Se calhar as nossas crianças deviam ser crianças mais tempo. E os adultos deviam evitar de usar a teoria dos acidentes para justificar as opções pessoais. Um filho não é da mulher nem faz parte do seu corpo. Um filho é do casal, e tem material genético do pai e da mãe. Onde fica a liberdade de querer ser pai, se couber à mãe, e só a ela, a decisão de ter ou não um filho? Deixem-se de parvoíces e de preguiça. Eduquem os mais novos, e previnam-se também os mais velhos. Deixem de facilitar, para depois virem com a conversa dos acidentes. Eu nunca tive nenhum acidente. Serei melhor ou mais inteligente que as outras mulheres? Em alguns casos serei, é óbvio, mas não é pela circunstância de nunca ter estado na iminência de fazer um aborto. Pois não?
 
Costuma-se dizer que a minha liberdade acaba quando começa a do outro. É por causa da Liberdade que defendemos o não: o que se aborta é um ser com tantos direitos como a mulher que o carrega no ventre.
 
Uma grávida não é uma mãe e um embrião não é uma vida: é um projecto de vida. "Corações que batem" em cartazes e outdoors são como os outros que batem em caixas de gelo para transplante.

Todos sabemos que sacrifícios de vidas são comummente aceites em todas as civilizações em nome de valores considerados mais altos. Por maioria de razão a interrupção de um projecto de vida deve ser sob certas condições considerado aceitável.
 
Cara mirl:
O seu comment não me faz muito sentido... lamento, tentei perceber mas não consegui e não estou a ser irónico.

"Eu posso mesmo dizer que sou contra o aborto. E penso que toda a gente o será. A questão é que eu, como mulher tenho direito á escolha. tenho direito a escolher se quero ter um filho ou não. Eu como mulher tenho o direito de tomar uma decisão consciente, que apens a mim me diz respeito e a mais ninguém." - ou seja, deve ter a liberdade para fazer algo que vexa. considera que está errado e liberdade para o fazer em condições e ninguém tem nada com isso? Mas não é assim que as coisas funcionam, pois não? Em lado nenhum em relação a nada!

"E agora já sei que me vão atirar para a cara e dizer que lá por ser livre isso não me da o direito de cometer homicidios a torto e a direito, ou porque é que não saio por aí matar pessoas que não gosto, mas isso, caros amigos já é retórica." - mas é retórica, porquê? É verdade, não? Porque há-de ser diferente para o aborto?

"E fiquem lá com as vossas convicções individuais. Lá por serem contra não quer dizer que tenham o direito de me condicionar" - temos esse direito, se acharmos que é errado! Não podemos assistir passivamente à destruição de outros seres humanos

"Viva a liberdade individual!" - já reparou que esse discurso que colocou aqui se pode aplicar a TUDO? Desde o pisar a relva no parque até ao homicídio? O que Vexas deveriam aqui explicar-nos é porque é o aborto diferente dos restantes crimes e logo, deva ter um tratamento diferente! Mas assim dá a sensação que cada um pode fazer o que bem entender sem respeitar os outros e que ninguém tem nada a ver com isso! Tal não só é impraticável, como é um suicídio social!

"E não me venham com a treta da educação sexual. Sabem muito bem que ela é e sempre sera ineficaz." - recebi uma excelente educação sexual e até agora foi extremamente eficaz! A educação depende sobretudo de como é levada a sério! Se um indivíduo tem a educação e ainda assim, se comporta de forma errada, então não tem justificação, pois não? Todavia, como poderá ser levada a sério se os indivíduos que querem adoptar esta atitude extrema de destruir um ser humano sem condicionantes, falam assim desta medida? A sua perspectiva serve apenas para promover aquilo que Vexa. admite que é errado.

O resto são meros insultos... já que Vexa. está por aqui tanto tempo no blog, achei que já teria consciência que tudo o que disse cairia em saco roto... e na verdade, não contribui em nada para angariar simpatias para a vossa causa! Mas dar-lhe-ei o benefício da dúvida, pois este comment foi, como disse, uma explosão de raiva e a emoção não nos deixa medir bem as palavras!

Cara Clara:
"Que rico conceito de liberdade!" - e contudo, aplaude o que mirl disse; Para se ter o conceito de liberdade é necessário ter consciência dos seus limites. E isto não é obrigação, é bom senso. A liberdade só existe se respeitar a liberdade do outro, ou seja, está obrigatoriamente condicionada e é limitada... este é que é o conceito de liberdade, minha cara.

Caro anónimo 29/12/06 13:49:
"O Estado Alemão criou alternativas à prática do aborto.
Evidentemente, que os factos constantes desta noticia só são possíveis num país que despenalizou o aborto." - porquê?

Cumprimentos e votos de um Feliz Ano Novo a todos.
 
O anonimo do comentario "Sr Dona Mirl" sou... eu. Esqueci-me de selecionar o "other"
 





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