Ainda a procissão vai no adro I


A campanha oficial para o referendo de 11 de Fevereiro mal começou, e já os políticos pelo "sim" disparam meias verdades e mentiras inteiras em todas as direcções.
No passado sábado, em comício do PS, Edite Estrela presenteou-nos com uma dessas pérolas. Na sua infinita sabedoria, os países mais desenvovidos teriam as leis do aborto mais permissivas, enquanto os mais pobres, como Malta, Irlanda e Portugal, teriam, pelo contrário, as mais restritivas.
Eu talvez lembrasse que o aborto a pedido é totalmente livre até às 28 semanas na China e até às 22 na Rússia (que, de resto, inspirou leis semelhantes a quase todos os ex-vizinhos comunistas, da Eslováquia ao Cazaquistão). E talvez não considerasse a Irlanda um país pobre, tendo em conta os emigrantes de Leste que para lá vão. E talvez não pensasse que, ao lado da Albânia do aborto livre até ás 12 semanas, Malta ou Portugal estejam assim tão longe da civilização.
Mas isso sou eu, e eu não interesso nada. O que interessa é que a dra. Edite Estrela descobriu a causa da riqueza das nações, o maior problema da ciência económica desde Adam Smith e Max Weber. Qual mão invisível, qual ética puritana - o verdadeiro factor de desenvovimento é o aborto!
Depois de tal revelação, só nos resta esperar que a dra. Edite Estrela e o PS, que a pôs a dizer estas coisas, emigrem para o Azerbaijão, a conhecida Suíça da Ásia central.

Comentários:
ó picoito, e a alemanha? e a espanha? e a frança? e a bélgica? eo luxemburgo? e a áustria? e a itália? e a dinamarca? e a noruega? e o canadá? e a austrália? e a suiça? e a suécia? e a inglaterra? e...
mas um bocadinho de elasticidade intelectual e tinhas-te abstido de escrever este post, não?
sem ofensa
 
Deixo aqui um convite para uma saudável troca de ideias

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o caomeishengdai oferece 5000. O BCP mais um milhão. Tá na hora de o Dr. Bagão e acólitos voltarem, agora que já têm capital para resolver os problemas da Nação.
A propósito, alguém me sabe dizer se o PSLopes já tomou posição quanto ao assunto em debate?
 
Ó e?, está tudo isso muito bem, mas o post serve para mostrar que o aborto existe tanto em países ricos como em países pobres. Mais um bocadinho de elasticidade intelectual e tinhas-me poupado falar de Cuba, da Coreia do Norte, da África do Sul, do Turquemenistão, da Sérvia, da Roménia, da Ucrânia, da Moldávia, da Arménia, da Macedónia, da Letónia, da Eslovénia, da Lituânia e de outros conhecidos paraísos do desenvolvimento.
 
Fabuloso post, Francisco.
 
Francisco?
 





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