Público Esclarecimento

"Entre os grupos do "sim" prevalecem largamente os dois beijos na cara (...). No "não", pelo contrário, só é admissível o beijo unifacial. Sem excepções. Sempre."

Na campanha do NÃO não se dá nem um, nem dois beijos... na campanha do NÃO beijam-se as mulheres e as crianças desde 1998, diariamente, com devoção!

Comentários:
DEsculpem mas faço a ligação para um comentário meu: http://vidadom.blogspot.com/2007/01/cerca-dos-beijos-que-nem-os-jornalistas.html

Sem ofensas...
 
Que parvoíce, de facto, a de quem escreveu tal coisa! Há algum tempo que noto a tendência para colar o «não» aos beatos da Igreja e às tias de Cascais. Ridículo. Eu, que nada tenho a ver com essa gente, e que nem sequer dou especial valor à forma como cada um beija aqueles que quer beijar, acho simplesmente vergonhosa esta generalização. Idiotice, provincianismo, ridicularia são as palavras que me ocorrem para descrever este texto do «Público» e quem assim vê, tão linearmente, uma questão que nada tem a ver com a posição de cada um em relação à liberalização do aborto. Simplesmente estúpida a criatura que assim define as coisas. Detalhe: eu voto «não». E nunca (que é o contrário de sempre) dou um beijo só, a quem quer que seja. Mas estou de queixo caído, confesso, com este artigo.

PS: O «Público» não tem caixa de comentários às suas "notícias"?
 
Fantástico artigo sobre o referendo ao aborto!!!
Que mente extraordinária consegue descobrir coisas tão interessantes como esta!!!
E que jornal tão digno que aceita tal artigo!!!
E o Senhor Felner, (este nome lembra-me algo, ligado ao tal jet set), dá dois ou apenas um beijo!!!
Por causa deste artigo tão esclarecedor já decidi o meu voto: Vou votar Não!
Ah e esclareço porquê: Porque não quero a minha cara "lambuzada" com dois beijos, embora não viva em Cascais!!!
Ora abóbora!!!
 
eu voto sim, e costumo dar só um beijo... ehehe!
voto sim à despenalização... mas digo não ao aborto. não me sinto é capaz de julgar quem o faz.

só isso. cumps,
São
 
eu voto sim e costumo dar só um beijo, ehehe! que estupidez...

voto sim à despenalização, não ao aborto. porque não me sinto capaz de julgar quem o faz.
 
O argumento utilizado pelo jornalista de Público, para além de evidenciar um qualquer ressabiamento do rapaz que escreve, demonstra que não é com profissões de fé (já não era medindo os centímetros quadrados das notícias) que a neutralidade de um jornal se verifica. Este jornal sobre este assunto não tem sido neutral, por muitos editoriais que publique afirmando o contrário.
 
Pandora,
O seu comentário deixa-me preocupada, por revelar que a pouco mais de uma semana da votação ainda há quem não tenha compreendido as implicações práticas do Sim à pergunta do referendo.
A pergunta diz "despenalização" mas visa a liberalização:não requer nenhuma justificação, não impõe qualquer restrição de motivo e até conta com os seus impostos para o financiamento.
Com o seu Sim estará a ajudar a dar um sinal à sociedade de que o aborto não é forçosamente um mal. E o seu comentário revela que discorda desta afirmação. O aborto é um mal, tem que ser combatido, não facilitado.
E saiba, ou lembre-se, que não mulheres (que abortaram) presas.
 
Conversa numa clínica de abortos:

Mulher: Boa tarde Sr. Dr.

Médico: boa tarde minha Senhora

Mulher: Sr. Dr. Queria tirar uma coisa que tenho aqui dentro e que me vai atrapalhar a vida

Médico: concerteza minha senhora, e onde vai querer tirar a coisa? Aqui no hospital ou numa clínica privada? É que não sei se sabe mas agora o Estado paga tudo. E eu até faço isto numa clínica aqui bem perto.

Mulher: Talvez na clínica fosse melhor ideia, sabe.. assim não tenho de estar misturada com o povinho

Médico: Ainda bem, assim ficamos os dois servidos pois eu ganho um dinheirinho extra lá na clínica e a Senhora não paga nada, e não se mistura com o povinho. Apareça lá logo á tarde por volta das 16h30...

Mulher: concerteza Sr. Dr. Até logo então

"chuac"

Médico: ahhh mas afinal também há mulheres com "Coisas" a dar um só beijinho!!! hmmm parece-me que afinal isto vai render ainda mais do que eu previa hehehe
 
A Joana Lopes fica preocupada pelo facto de a uma semana do referendo ainda haver quem perceba o que está escrito na pergunta. Um escândalo. Toca a enfiar mais folhetos nas mochilas dos miudos. Os pais ainda não estão suficientemte esclarecidos
 
O Daniel Oliveira, por seu lado, insiste no jogo semântico: continua a negar que até às 10 semanas o aborto passa a ser livre.
Diga lá então o que falta para ser livre nesse prazo.
Esclareça-nos a todos.
 
Mas fica chocada porque há quem pense de modo diferente do seu?
 
Não Joana. O choque está em assistir a um constante jogo de palavras com o intuito de escamotear a verdade: se o sim ganhar o referendo o aborto poderá ser praticado até às 10 semanas, sempre que a mulher quiser, independentemente do fundamento, em qualquer estabelecimento (público ou privado) legalmente autorizado. Ora isto é o quê? Aborto Livre. A divergência de opinião não se coloca pois ao nível da interpretação da pergunta que é feita aos portugueses (e que é muito clara) mas antes no seguinte: Quer que o aborto seja livre até às 10 semanas? Quer que o aborto livre seja um direito das mulheres? Vote sim. Não quer, vote NÃO. No entanto, ainda quanto à pergunta coloca-se a questão do intuito com que as entidades privadas (verdadeiras empresas com fim lucrativo) se proporão a prestar o serviço de "tratamento voluntáiro da gravidez". Qual é o fim último de qualquer sociedade com fins lucrtaivos? Em que medida é que o objecto social dessas empresas será compatível com o desígnio de tentar persuadir as nulheres a não abortarem? Para bom entendedor meia palavra deve bastar...
 
Sou do Não e dou dois beijos...
será que deveria votar sim??
 





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