PERGUNTA AO SUPOSTO MINISTRO DA SAÚDE

Se o sim ganhar no referendo do aborto o Serviço Nacional de Saúde vai passar a pagar abortos. Isto é, todos nós vamos passar a pagar abortos. Pergunto ao ministro Correia de Campos, que é suposto tratar da saúde e não de abortos, se o mesmo Serviço Nacional de Saúde também vai passar a pagar os tratamentos necessários aos casais que pretendem ter filhos e não conseguem? É que se não se garantir esta igualdade de tratamento entre a vida e a não vida, o Estado não terá legitimidade para adoptar uma política de natalidade, não terá legitimidade para estar preocupado com a relação entre activos e beneficiários do sistema de segurança social e, acima de tudo, estará transformado num factor de destruição de vida.

(publicado no Tomar Partido)

Comentários:
Finalmente, depois de muito procurar encontrei algo que me deixou a pensar.
Uma imagens de uma mulher em desespero, na casa de banho tentando meter um cabide dentro de si para eliminar a criança!
Imagens terriveis como aquelas dos fetos destruidos!
Perante os argumentos que o sim utiliza basta ser minimamente inteligente ou sensato para votar nao.
Mesmo, sem medo, caindo em extremismos facilmente descobro que a unica opçao sensata é o NAO!
 
Gostaria de chamar à atenção para o facto da necessidade/contingência de ambas as situações.

Existem diversas implicações relacionadas a uma gravidez indesejada. O embrião já existe em ambiente intra-uterino, ou seja, existem medidas a serem tomadas relativamente ao seu desenvolvimento ou interrupção do mesmo. Esta decisão reveste-se de um carácter NECESSÁRIO.

No caso de um casal que tenta ter um filho, recorrendo a tratamentos de fertilidade, a questão é contingente. Não existe qualquer questão premente (por mais importante que seja a concepção de um filho para um casal), na qual o Estado deve intervir. Isto, claro, dependerá das políticas de natalidade do governo, e das circunstâncias em que se encontrem os níveis de natalidade.
 
Ó Jorge Ferreira, o Serviço Nacional de Saúde já paga os tratamentos necessários aos casais que pretendem ter filhos e não conseguem. O meu amigo considera portanto, na sua coerência, que o Estado, ao garantir a igualdade de tratamento entre a vida e a não vida, tem legitimidade para adoptar uma política de natalidade, tem legitimidade para estar preocupado com a relação entre activos e beneficiários do sistema de segurança social e, acima de tudo, estará transformado num factor de salvaguarda de vida. Certo? A ignorância às vezes sai cara. Enfim, mais um comentário que não vai ver a luz do monitor.

Eduardo, Oeiras
 
Eis mais algumas frases fantásticas dos defensotres do "Sim":
1. “Já imaginaram a miséria que é ter um filho porque não se teve dinheiro para pagar um aborto?”Fernanda Câncio

2. “deixou de ser pertinente e sério insistir no tema da vida do embrião ou do feto e da sua eventual prevalência sobre a vida da grávida”Manuel Alegre

É por estas e outras que cada vez mais estou convencido que os "jacobinos" e pseudo-intelectuais da "esquerda caviar" nos querem enganar...

Votar NÃO no referendo é um imperativo ético, moral, social, politico, económico e sobretudo HUMANO.
 
eduardo,
Creio que o Estado deveria ter legitimidade para tudo o que mencionou e muito mais. O que o Estado não tem, de maneira nenhuma, é legitimidade para colaborar num crime que, ainda por cima, paga.
O aborto é um crime, não é?
 





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