A vida começa no princípio




Pode causar surpresa para alguns, mas não existe qualquer debate na comunidade médica acerca do início da vida. Inicia-se no princípio. Isto é, na formação do zigoto que resulta da união do material genético do espermatozóide e do oócito.

É deste modo que a embriologia humana é ensinada em todas as Faculdades de Ciências e Escolas Secundárias onde o tema é abordado, como se constata nestes exemplos de três prestigiados tratados de Embiologia.

Comentários:
A formação do zigoto é instantânea? O que se passa desde que o espermatozóide contacta com o ovócito até que o zigoto esteja formado? Quanto tempo dura o processo?

Basta que haja vida para haver uma pessoa humana? Todo o zigoto deve ser protegido como pessoa humana? O que faz a medicina para evitar que morram todos os zigotos que se perdem na procriação natural por não conseguirem nidar?
 
Prisão para os fabricantes e vendedores do DIU.
Prisão para os fabricantes e vendedores da pílula do dia seguinte.
Ou mais uma vez existe vida digna, inviolável e sagrada e ... vida assim, como que, vá lá, mais fraquinha...
 
Qu grande idiotice. A vida começa no princípio? O "princípio" de quê? O espermatozóide e o óvulo estarão mortos? Com argumentos com este nível de acefalia vão linge...
 
e a vida da mulher que vai ter um filho que não desejou? quando começa a vida da mulher, que dos 12 aos 55 mais ou menos nunca se pode distrair?
 
Luís Rainha,
O insulto é inimigo da razão e sabe V. Exa. fazer bem melhor do que isso.
 
Assim sendo deveriam condenar também o uso do Dispositivo Intra uterino, não?
 
Caro/a "i":
Agora tocou num ponto importante...
Como defensora do "Não", eu sou contra todo o tipo de métodos abortivos, o que inclui a pílula do dia seguinte e o DIU. Uma pessoa que defende a Vida desde a concepção tem, necessariamente, de pensar assim.
Já ouviu falar no método do calendário, nos preservativos e na pílula anti-concepcional? Também funcionam, principalmente se conjugados...
 
calma, m8inha... aqui conversa-se, espero eu.
se insisto no DIU é porque tenho um (sou uma i). E se tenho um DIU é porque engravidei não uma, mas duas vezes a tomar a pílula. Sim, a pílula falha. Nasceram duas crianças não planeadas, mas que são muito amadas. A decisão de colocar o DIU não foi pacífica para mim. Mas revelou-se como a melhor opção para prevenir nova gravidez não desejada...
 
m8inha

Pode-se ser defensor do não sem se defender a vida desde a concepção. Contudo, se se defende a vida desde a concepção então é natural que se seja defensora do não.

O método do calendário não é minimamente fiável. O método sintotérmico é de auto-observação e é bastante fiável. Parece-me que os métodos de auto-observação não podem ser conjugados com a pílula.
 
Cara “i”,
Por favor, não interprete mal o “tom” do meu comentário...
Ainda que compreenda a falibilidade da pílula, que existe (como todas as que a tomam sabem ou deviam saber), não me pode negar que o DIU é um método abortivo (dado que, após a fecundação, evita a nidação). Além de que também ele é falível, pois conheço alguns casos de “filhos do DIU” que, felizmente, todos eles são também amados, ainda que não planeados.
Foi neste sentido, portanto, que falei na conjugação de métodos.

Caro/a “ca”,
Concordo consigo, quando diz que “Pode-se ser defensor do não sem se defender a vida desde a concepção. Contudo, se se defende a vida desde a concepção então é natural que se seja defensora do não.” É nesta última “classificação” que me situo, o que penso que deixei claro...
Quando falo em método do calendário (e aqui talvez tenha havido alguma imprecisão técnica da minha parte), falo não apenas na contagem dos dias, pois essa solução “matemática” é extremamente falível, mas numa conjugação de auto-observação e medição das temperaturas. Comentei há uns tempos a utilização deste método com o meu médico obstetra, que me confirmou que as suas pacientes que o seguem rigorosamente só engravidam quando querem. Imagine, então, se combinado com o preservativo (ou outro tipo de método contraceptivo)...
E quando falo em combinações de métodos não precisam de ser os três ao mesmo tempo, pois nem sempre há compatibilidade...

De qualquer modo, e penso que esta é a questão a retirar destes pequenos “diálogos”, há muitas maneiras de se evitar uma gravidez, sem que, para tal, seja necessário abortar. Com efeito, e em vez de o Estado se preocupar em financiar abortos, deveria antes preocupar-se com o investimento para que haja maior informação ao público, ou mesmo com o investimento no acompanhamento das mães que se vêem numa situação de gravidez que, sozinhas, não conseguem ultrapassar...
 





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