DIGAM AO QUE VÊM!

"Perguntar directa, concreta e frontalmente ao Governo, e mais concretamente ao PM, Ministro da Saúde, Ministro da Justiça e Ministro da Adm. Interna, o que fará o Governo com uma eventual vitória do sim. Não se ficarem pela resposta que o PS dá: descubram depois.Não é depois, é agora. Têm que dizer claramente o que vão fazer se tal for a decisão do Referendo.O QUE É QUE O GOVERNO DE PORTUGAL VAI FAZER COM UM RESULTADO PELO QUAL TEM TÃO ARDUAMENTE BATALHADO?Que o Governo diga concretamente o que irá legislar, e principalmente, regulamentar e aplicar."
Margarida Pardal, no Eclético

Comentários:
Eu que não sou propriamente grande apoiante deste governo, embora reconheça que algumas medidas tinham de ser tomadas.
No que respeita ao aborto, pergunto-lhe directamente onde andou estes anos, desde o primeiro referendo?
Pois com certeza imagino que é contra a actual lei, nomeadamente no que respeita ao aborto de crianças geradas numa violação.
Não terão essas crianças direito à "vida" que voçês tanto apregoam?
Digo-lhe que essa situação me choca, no entanto quem sou eu para obrigar a mãe a levar a gestação até ao fim.
Por outro lado há que ser sério, ninguém aborta de ânimo leve, por isso não se arme em falsa moralista.
Não pode, portanto, fazer das mulheres que abortam, por motivos sérios,criminosas e não para manter as aparências como por vezes ocorre no tipo de pessoas que apoiam o NÃO. Pois essas pessoas vão, por exemplo, cómodamente fazer compras a Londres e fica o "caso" resolvido.
Não estou a afirmar que seja o seu caso.
Mas, se for uma pessoa informada,e é-o com certeza, há-de já ter reparado no perfil das mulheres que foram julgadas por aborto ilegal, são na sua esmagadora maioria de estratos sociais de fracos recursos económicos.
Portanto, embora como é óbvio, não espere alterar o seu sentido de voto, deverá meditar nestas situações.
Por outro lado pergunto-lhe directamente, deverão as mulheres que abortam, fora dos casos previstos na lei em vigor, ser presas?
Informo-a que sou completamente contra o aborto, e choca-me que se abortem crianças que sofrem de malformações "minor", pois essas crianças também têm direito à vida.
Nunca vos vi por isto em causa.
No que se refere a estas situações a minha posição é, quem sou eu para obrigar as pessoas a seguirem as minhas convicções.
Portanto contrário de voçês no dia 11 de Fevereiro irei votar "SIM".
 
sondagem_ " Para ti quais os principais e reais motivos que levam uma mulher a desejar um aborto?”


Passados que vão mais de 57 dias da última sondagem e 517 votos, chegou a hora de avaliar a sondagem que estava no lado direito, no sidebar. A questão era:

Para ti quais os principais e reais motivos que levam uma mulher a desejar um aborto?

E os resultados são:
1. Agora não da jeito _30%
2. A criança é de outro _23%
3. Não tenho condições _12%
4. Perco o emprego _11%
5. Fui violada _10%
6. Sou ainda muito nova _4%
7. Serei mãe solteira _4%
8. A Criança é deficiente _3%
9. Corro risco de vida _3%
10. Tenho muitos filhos _0%
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algumas considerações:
1. Sem dúvida que esta sondagem é difícil de analisar, dado que as abordagens actuais nos diversos órgãos de Comunicação Social, blogues, e nas opiniões públicas ou de campanha impedem uma avaliação livre e imparcial, ou pelo menos, condicionam-na. Tentarei fazer uma análise desprendida, sabendo, no entanto, que será sempre fruto das minhas opiniões pessoais e da minha forma de entender a Vida Humana.
2. A opção que vence nesta sondagem e a larga margem com que vence, AGORA NÃO DÁ JEITO, traduz, por si, aquilo que se pretende com este referendo, e que na minha opinião, é liberalizar o aborto, permitindo que a mulher, por qualquer motivo, incondicional e livremente, possa optar pela realização do aborto. A verdade é que, independentemente das razões que a levem a tal opção, ela poderá fazê-lo sem motivos, no mínimo, dramáticos e limites. Porque é que terá sido esta a opção mais votada?!
3. A segunda opção, A CRIANÇA É DE OUTRO, parece-me menos real. Eu, pelo menos, não quero acreditar que a maioria das mulheres tenha relações sexuais com mais do que um parceiro ou que seja adúltera com facilidade. Isso não abonaria muito as mulheres.
4. O que é NÃO TER CONDIÇÕES? Serão económicas, psíquicas, relativas ao emprego, à família, à educação, à habitação? Haverão, de facto, condições que justifiquem uma opção destas? E as condições das crianças? E se não há condições para ter a criança, não seria melhor o Estado, juntamente com todas as Instituições, procurar encontrar outras soluções que criem condições à mulher e às famílias?
5. PERCO O EMPREGO. Eu sei de gente que ou perdeu ou esteve para perder. Isso tem implicações com a emancipação da mulher. Mas o problema está, a meu ver, no estado que permite isto e que, porque economicamente está em graves dificuldades, coloca em primeiro objectivo a produção e não o incentivo à melhoria de competências e de possibilidades.
6. A quinta opção não me parece ser muito actual: FUI VIOLADA. Posso estar enganado, mas hoje em dia não acontecem tantas violações. Se, como alguns afirmam, são aos milhares os abortos, não são aos milhares as violações.
7. Relativamente à sexta e sétima opções, SOU AINDA MUITO NOVA e SEREI MÃE SOLTEIRA, é certo que os adolescentes e os jovens começam a sua sexualidade activa demasiado cedo, e pode acontecer que uma gravidez irresponsável aconteça. Batemos na tecla da educação. A educação hoje em Portugal é deficitária, quer no seio da família, da escola, ou até da Igreja. Todos devíamos encetar esforços no sentido contrário. Mais me parece que as jovens que o fazem, nestes casos, fazem-no mais por pressão de outros, pais, namorados, colegas, que por elas próprias. Fazem-no sem saber das consequências. Fazem-no porque parece mais fácil. Mas será? E caso, o Sim ganhe dia 11, que dizer daquelas jovens que, por não terem atingido a idade adulta (18 anos) pretenderem abortar? Parece-me que a lei vai ter que sofrer muitas mais alterações.
8. Houve poucos votos para as opções A CRIANÇA É DEFICIENTE, CORRO RISCO DE VIDA e a TENHO MUITOS FILHOS obteve apenas um voto. Preocupa-me que as opções menos votadas tenham, em muito, a ver com a lei vigente actualmente em Portugal. Não quero, com isto, dizer que sou ou não a favor desta lei que contempla os casos de violação, de crianças deficientes, de saúde e risco de vida. Mas parece-me, sinceramente, que o que se pretende é muito mais que aceitar situações limites na lei. Se calhar, como alguém dizia, os valores estão mesmo a inverter-se em Portugal. O individualismo e o facilitismo imperam (como víamos em sondagem há uns tempos atrás)
9. Tudo isto faz pensar, assim como o facto de em, pelo menos 30 anos, não ter sido condenada à cadeia nenhuma mulher; ou que em Portugal, segundo a lei, quem destruir um ninho de ovos de uma águia pesqueira é punido com uma pena até três anos de prisão porque está em extinção, e que o embrião (independentemente da semana em que se encontra) pode receber heranças deixadas em testamento; ou que a lei que está por detrás do referendo não prevê nenhum acompanhamento psicológico, nem tempo possível para tal, à mulher que aborta… Todas as questões levantam mais questões. Por isso, apenas me pergunto: o que pretendemos ou devemos pretender, afinal?
 
Enfim! Voltamos à ladainha! Queridos eu vou a Espanha ou a França quando quero e porque posso.Continuarei a fazer o que bem entendo com o meu ventre! O Estado não consegue descobrir, é preciso ser estúpido! Por isso eu sou pelo não! O mundo está feito para os rijos, estúpidos e calculistas, como eu!
 
O Governo quer lá saber do referendo! O que está em causa para eles é "testar" com este Referendo a popularidade da governação socialista, o próprio Sócrates disse que se o NÃO vencesse, ia considerar isso como uma derrota do PS...
Está tudo dito...
Agora entende-se o vazio de ideias do SIM entre os membros do Governo, eles não fazem a menor ideia do que fazer se o SIM ganhar e ainda por cima prometerem mundos e fundos para os matadouros de fetos nos hospitais públicos, quando os nossos Hospitais se debatem com uma crónica falta de verbas e meios humanos para fazer funcionar as Urgências...
Sintomático do descalabro em que a nossa Saúde anda...
 
É inacreditável os argumentos do "sim" em relação ao referendo.
oiça-se por exemplo o que diz a srª. presidente da associação "abraço": "há muitas mães que se não fizerem o aborto ficam com mais uma boca para dar de comer"(...)há mães que pensam se os devem pôr cá fora oou não" (..) o pais devia gostar mais das crianças das pessoas e haver mais interajuda (...) por isso voto Sim".
aos pouco os partidários dlo Sim vão-se revelando...infelizmente, tudo isto com o aval do Primeiro Ministro e seus ajudantes...

se achar por bem isto devia ser publicitado...pode ouvir-se em : http://expresso.clix.pt/Multimedia/Interior.aspx?content_id=376849
 
O importante é saber o que vão fazer quando o NÃO ganhar!
Sim, porque estes Srs. propotentes, não se ficam, concerteza não acataram a decisão dos portugueses contra o aborto.
 





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