Estatísticas do sim nos EUA - II

Nos EUA, de acordo com estatísticas oficiais,

Em 1970 foram reportados 193 471 de abortos;
Em 1990 foram reportados 1 429 247 de abortos;
Em 2003 foram reportados 848 163 abortos (este dado não inclui dados da California, New Hampshire e West Virginia).

PS: De acordo com estimativas oficiais em 2005 os Estados cujos dados não foram comunicados em 2003 deveriam representar um universo populacional de 39 258 943 de pessoas.

Comentários:
"Quem justifica o aborto, justifica a pena de morte, e eu estou contra a pena de morte e contra o aborto. Ser progressista significa defender a vida e nada mais".

Adolfo Perez Esquivel (Prémio Nobel da Paz, 1980)
 
Grande confusao que o NAO faz entre seres humanos e fetos de 10 semanas...
 
Nana,

Está a falar outra vez da "coisa"?
 
UM FETO DE 10 SEMANAS NAO E UMA VIDA HUMANA, NAO ESTA PREPARADO PARA VIVER SEM SER NO UTERO DA MAE.
 
Credo nana!!!

As coisas que saem dessa boquinha nem têm classificação...

Então pela sua ordem de ideias a tal coisa de 10 semanas é o quê? Uma planta, um animal?

Cara nana, continue a debitar essas pérolas que a gente agradece!!!
 
Nana:

A questão do ser humano viver dentro do útero da mãe é uma questão de tecnologia, como os médicos sabem, isto é, o prazo para o bebé poder sobreviver fora do útero tem vindo a diminuir à medida que o conhecimento e a tecnología têm vindo a aumentar e a evoluir.

Isto não faz com que os bebés não sejam vidas humanas, porque o que faz com que eles sejam vidas humanas é eles serem vidas humanas, isto é, são seres da nossa espécie que começam na fecundação e terminam na morte natural, numa evolução contínua. Isto não são opiniões, são factos.

Os nazis também tinham a opinião que os Judeus e outros eram inferiores e não mereciam viver, pelo menos ao pé deles, não tinham justificação científica, apenas seguiam a filosofia de que o bem nem o mal era aquilo que eles entendessem.
 
"NAO ESTA PREPARADO PARA VIVER SEM SER NO UTERO DA MAE."

um bebé, até bem tarde, n sobrevive se a mãe n o alimentar, n o vestir, etc... n está preparado pra viver se alguém n fizer isto por ele. portanto n é vida, é isto n é, Nana?
 
1º Não há definição científica de início da vida humana quem disser o contrário é mentiroso. Aliás quem quiser desmentir isso é só deixar aqui o link para o jornal científico que o diga (não vale links do google para páginas internacionais de defensores do não).
2º É óbvio que o feto é uma vida humana em potência. Tal como é uma vida humana em potência aquilo que a pílula do dia seguinte não deixa desenvolver.
3º Se eu bem entendi, para os defensores do não, fazer abortos quando há uma violação, malformação do feto ou perigo para a vida da mulher já não é matar um ser humano. Ou é? Não percebo... Ou há casos e casos? Ou não é matar um ser humano (do ponto de vista do não, claro)?
4º Por favor comparem um feto humano com um feto de outro mamífero como o coelho (não me interpretem mal) e vamos jogar às diferenças.
5º Eu compreendo que possam ser contra a despenalização do aborto mas não usem as razões erradas.
 
Cara Isa

Ja pensou que ha gente que nao tem essas condiçoes para dar a uma criança...
 
Para Ka

É um feto, nao é um bebe
 
caro anónimo das 14:52,

"É um feto, nao é um bebe " ... não sei onde quer chegar... mas supondo que é uma resposta ao meu comentário acerca do que a nana escreveu então presumo que para si um feto não é uma vida humana...


Santa paciência!!! Então diga-nos lá o que é?
(estou desejosa de ouvir essa iluminada explicação hehe)
 
ka parece ser uma pessoa cheia de certezas, imagino que fale do alto de um pedestal...
 
Já que falam dos Estados Unidos, leiam o livro FREAKONOMICS onde se explica como a criminalidade baixou à medida que a geração pós- Roe vs. Wade cresceu. Pequeno spoiler: os filhos indesejados constituem a maioria dos futuros criminosos. Contra factos não há argumentos!
 
"um bebé, até bem tarde, n sobrevive se a mãe n o alimentar, n o vestir, etc"

- Precisamente - Assim como o simples facto de nascer não é suficiente. Essa "vida humana" (palavra tão brilhante e endeusada ultimamente) precisa de outras coisas além de bens materiais. Não defendo o aborto(aliás,julgo que ninguém o defende...) mas julgo que há aqui uma grande falha de aprofundamento desta questão. Neste presente momento, a situação muito se assemelha a isto :

votar SIM <=> Liberalização ( todas as pessoas com capacidade a abortar estão convidadas a participar nesta eufórica actividade ,,, Quem tem razão para aborta tudo bem,quem não tem,pode abortar na mesma - este é o risco a correr )

votar NÃO <=> Vida+Vida+Vida ( parece quase um pouco a política dos nossos parques naturais - não se corta uma arve nem um arbusto ! é preciso é deixar a natureza crescer - desordenação do território?Incêndios Florestais?Que importam essas questões?Natureza acima de tudo! - O que importa é os bebés nascer! Se depois terão uma vida digna de um ser humano, já não se sabe - esse é o risco a correr).

E queria só deixar aqui uma crítica a certas pessoas que defendem a sua opinião (a meu ver vai muito além de defender, é quase que uma imposição ditatorial) que já fiz num dos blogs do SIM (o que prova que sou imparcial e o meu único interesse é a crítica em si) :

- A todos aqueles que defendem a sua convicção como uma verdade absoluta : NÃO EXISTEM VERDADES ABSOLUTAS por isso deixem de agir como se soubessem tudo e tivessem A solução milagrosa. Estamos a lidar com situações do mundo dos humanos.Nem o sim nem o não resolvem a questão , nem de longe nem de perto - por isso preocupem-se mais com o que fazer depois do referendo do que em discussões inúteis sobre coisas que não vão nem salvar as mães nem proporcionar uma vida melhor às suas crianças. Hipocrisia mascarada,a mais, já existe,não é preciso transportá-la para todos os temas que nos afectam.
 
Caro anónimo,

continuou sem dizer o que é afinal um feto de 10 semanas.

Pois é...já se torna habitual nos adeptos do SIm, quando não há argumentos vão pelo caminho da agressão verbal...
 
À pessoa que tem saudades do seu pulmão:

Gostava, a bem do debate, só de comentar as suas afirmações: quem é competente para definir quando começa a vida e quando acaba e se há patamares diferenciados são as pessoas que estudam esses assuntos, nomeadamente, cientistas das áreas relacionadas e que são reconhecidos pelos seus pares, médicos, geneticistas, biólogos, etc. E como toda a gente sabe, os livros pelos que os médicos estudam, os seus códigos deontológicos e a sua própria experiência dizem inequivocamente que a vida começa na concepção. É a quem defende o contrario que o deve provar (empreendimento impossível lhe garanto!!!).

Mais, não é a questão da vida humana que justifica ou não a prática de aborto, essa questão, medicamente falando (refiro-me ao facto científico e não à opinião subjectiva que um ou outro possa ter), está ultrapassada, o que justifica a prática de aborto do ponto de vista da medicina é o entendimento que alguns tem que o direito de abortar é superior ao direito à vida, ou como nos EUA, o direito à privacidade na questão do aborto é superior ao direito à vida dum ser humano.

Mas estas posições são compreensíveis quando por exemplo lemos a sua 4ª afirmação, não se admire, não é a única que já pensou desse modo, antes dos meios hoje disponíveis houve cientistas que pensaram o mesmo, claro que com o avanço da ciência essas interrogações já desapareceram, e sabe porquê, porque se conseguiu saber o que cada coisa era na realidade e o conhecimento não se ficou pelo que parecia. É grande a diferença entre o ser e o parecer.
 
Um bebé não sobrevive se a mãe não o alimentar e o vestir?........

HOMESSA! Então os pais adoptivos, os familiares ou outros a quem foi dada a guarda, a instituição que o acolheu, não alimentam e vestem os bebés?????????????????????????????
 
ohoh, lá está no pedestal! é fácil de se imaginar a atirar o primeiro pedragulho, com tantas certezas não há-de falhar...
 
"A todos aqueles que defendem a sua convicção como uma verdade absoluta : NÃO EXISTEM VERDADES ABSOLUTAS "

Oh Pimenta, o que V.exa acaba de dizer com a frase acima transcrita é a sua autorefutação, isto é, a frase não existem verdades absolutas, segundo vc não é uma verdade absoluta, logo, existem sim verdades absolutas, lá que V.Exa. não as queira aceitar é outra conversa.
 
um feto de 10 semanas é um feto de 10 semanas, nao se pode dizer é que é a mesma coisa que um bebe, criança...
 
Porque será que as pessoas se continuam a baralhar com as terminologias, ainda não perceberam que um zigoto, um embrião, um feto, um bebé, uma criança, um adolescente, um adulto e um idoso são formas de designar o estado de desenvolvimento de um ser humano e que uso deste ou daquele termo não faz com que o ser humano deixe de ser o que é independentemente do estádio do seu desenvolvimento.
 
Oh gente, se tiverem de salvar um bebé ou um embrião qual é que salvam?
 
Para mim, um zigoto é menos importante que um embrião que é menos importante que um feto que por sua vez é menos importante que um bebé. Azar, vida extra-uterina (um bebé, uma criança, um adolescente, um adulto, um idoso) é mais importante para mim e não vos devo nada por causa disso.
Espero nunca vir a precisar de uma mão amiga e apenas ter próximo de mim alguém que não põe uma pessoa com uma história de vida à frente de um feto não desejado. Sois falsos defensores da vida.
 
Anónimo das 3:32 (primeiro)

A sua questão é um sofisma e, por isso, eticamente falsa. Certamente que não concorda com a tortura para obter informações por parte da polícia, mesmo quando em causa estão outras vidas humanas. Não sei se está a ver onde quero chegar...

Anónimo das 3:32 (segundo... não sei se é o mesmo)

FINALMENTE vejo alguém que me apresenta um argumento sério. A questão ética aqui não é se existe vida ou não: ELA EXISTE MESMO. A questão está nos direitos que lhes damos. E aí dou-lhe todo o direito a achar que o direito á vida de um embrião é inferior ao direito de opção da mulher. Para si, presumo, esta lei só pecará por não ser a liberalização até ao nascimento (uma vez que afirma que a vida extra-uterina é sempre mais importante do que a intra-uterina). Agora permita-me discordar veementemente de si. Classificações de vidas em mais importantes e menos importantes só me lembro do tempo da escravatura e do Holocausto. Não estou, muito longe disso, a afirmar que concorda com tais conceitos, mas repare no risco em que incorre nas suas afirmações.
Por último, foram os defensores da vida que criaram 60 instituições que tem 0 (zero) euros de apoio do estado e que, ano após ano, têm ajudado grávidas em dificuldades. Posso dizer-lhe que as instituições de Aveiro e Coimbra ajudam cerca de 1100 mulheres por ano. São 1100 pessoas que nasceram porque um grupo de cidadãos fez aquilo que compete ao estado: proporcionar condições para que a mulher tenha a escolha de ter o filho. Porque liberalizar o aborto apenas se dá a opção de abortar. Uma escolha quando apenas há uma hipótese...
 
"não concorda com a tortura para obter informações por parte da polícia, mesmo quando em causa estão outras vidas humanas. Não sei se está a ver onde quero chegar..." Não! Fiz uma pergunta simples: ou - ou. Gostaria de uma resposta igualmente simples.
 
Pelo que parece a solução do não é a SOCIEDADE se responsabilizar pela gravidez de qualquer mulher que não queira ter um filho.
ela diz
-eu não posso ter este filho
resposta:
- não há problema, nós resolvemos isso. temos um sitio para meter todos essas crianças (parece a romenia)

Já agora gostava de saber:
-Como devem ser criadas essas crianças (institutos privados ou do estado)
-o preço que criar milhares de crianças sem apoio familiar por parte do estado
 
José, a meus braços! Obrigado! Muito obrigado, por me dar o direito "a achar que o direito á vida de um embrião é inferior ao direito de opção da mulher", estou mais aliviado, não sabe o quanto lhe sou eternamente grato. Ufa!
Esta lei, não sei onde peca, não sou legista nem cientista, tenho por principio que vida é vida, também tenho por princípio ser o menos hipócrita possível.
Quer saber até onde "aceitaria"(*) a prática do aborto? Até ao limite da vida cerebral, se um cientista me disser que existe vida cerebral (entenda-se processamento) às 0 semanas, falto ao referendo, até lá as minhas emoções pendem para as mulheres.
Quanto às classificações, está à vontade, creio que corre muito mais risco de ser comparado a teorias de raça pura um "dito" defensor da vida (no caso, os votantes "não") do que eu, incorrem na maior contradição, uma contradição que não compreendo, muito sinceramente não compreendo: como podem alegar`a protecção da vida porque o embrião ou feto são vida, mas não se mostram indignados por uma lei que defende o aborto de portadores de trissomia 21, para vós também há vidas e... outras vidas? Estamos no mesmo barco de convicções, portanto, com algumas nuances, vai-se a ver e votamos todos "sim".
Desculpe, ainda não passaram os anos suficientes para se ver no que darão essas vidas que as associações tão santificadamente salavaram, também não sofro da morbidez de esperar ver uma mãe assumir que não queria/deveria ter tido tal filho. Guarde lá as bandeiras que lhe fica mal hasteá-las, sabe que o princípio básico do voluntariado é nunca usá-lo como bandeira?


(*) se coubesse a mim aceitar ou não, que não cabe!
 
respondendo a KA a pergunta não foi a mim mas tinha de responder.

Um feto de 10 semans é precisamente um feto de 10 semanas... não é mais nem menos que um feto de 10 semanas.
Assim como um bebe de 2 meses é precisamente um bebe de 2 meses.

Portanto chegamos a conclusão que:
um feto é um feto e um bebe é um bebe.
 
Respondendo então directamente:

- Se tivesse que salvar OU o prémio Nobel da Paz OU um ladrão, conseguiria escolher? Achava-se com legitimidade para escolher? O aborto não é escolher entre a vida de um embrião ou de um bebé. Se efectivamente dependesse de mim e só de mim salvaria aquele que tivesse melhores hipóteses de sobrevivência.

- Desculpe se o ofendi ao ter utilizado a palavra "dou-lhe". Obviamente que não sou eu que lhe dou, mas sim o Estado e a Constituição da República Portuguesa. Sabe, confesso-lhe, estive a fazer campanha na minha universidade e fui insultado por um grupo do sim que por lá andava sem que eu tenha feito qualquer tipo de provocação ou sequer falado para eles. Limitei-me fazer o que eles estavam a fazer e fui insultado. Daí peço-lhe desculpa se sentiu que descarreguei em si a frustração que me infligiram. Quanto á lei em vigor, digo-lhe sinceramente, mais uma vez, que sou contra o aborto em casos de trissomia 21. Conheço portadores dessa doença que são mais independentes e felizes que muita gente com 2 cromossomas 21. No caso do aborto em situações de violação, não posso obrigar uma mulher a passar pela tortura de gerar uma vida que resultou de um acto tão bárbaro: lá está, também não torturariamos alguém para salvar a vida de outrém.
Só "hasteei" a bandeira das associações porque é injusto que se critiquem as centenas de pessoas que colaboram nessas instituições acusando-as de hipócrisia e de nada fazerem para combaterem o problema do aborto.
Passe bem e desculpe o incómodo
 
Oh senhores "O aborto não é escolher entre a vida de um embrião ou de um bebé. " Quem perguntou tal coisa? A minha pergunta "se só pudesse salvar 1 era o bebé ou o embrião" Até pode substituir criança, jovem, adulto, idoso, em vez de bebé, e feto em vez de embrião. Era uma metáfora para comparar a importancia relativa de embrião e bebé.

PS: Eu não sou o outro anónimo. Peço desculpa, às vezes passa-me assinar, por causa deste sistema de respostas. Obg.
Atomina
 
Caro José,
não ofendeu, estamos bem, se lhe respondi no modo com que o fiz foi porque lhe interpretei um "tom" que, afinal, não o era. Para o bem, é assim que gosto de me entender, a mim também não custa explicar-me se me perceber mal-interpretado na intenção, obrigado pelo cuidado.
Quanto à questão que me coloca, penso que sabe que é impossível responder à mesma. Mesmo considerando uma situação hipotética, não lhe sei responder e digo-lhe que a acho desfazada do que discutimos aqui. Para mim o aborto é escolher sobre uma vida não-nascida até determinado limite de tempo e eu não me sinto, de todo, no direito de interferir na escolha de uma mulher, surge-me como algo amoral, e digo-lhe que compreendo que quem se fixa na vida do feto não se consiga desligar disso, mas também lhe digo que acho isso uma limitação social. Não tenho uma ideia romantizada do que é a vida, por isso, mesmo sem negar que um feto seja vida, NÃO POSSO interferi na vida da mulher, colocando à do feto à sua frente.

Não nutro simptia pela maioria das associações do âmbito que refere, julgo-as (sim, julgo-as) de uma base moral que vai contra a minha ideologia de sociedade, no mesmo sentido das religiões. (E não peço desculpa por isso, eheh)

Passe bem , pois sim :-)
(ora essa, por favor, não peça desculpa, estmos aqui para debater e os mal-entendidos são sempre passíveis de correcção quando disso há vontade)
 
ja n sei quem se saiu com a Homessa e tal e tal. era só pra lhe dizer que o argumento do feto n sobrevive se n for a mãe, nenhum bebe, criança, whatever sobrevive se n houver quem deles cuide. era só isto.

há só uma coisa que n compreendo: é esta amotinação toda, estes insultos, esta ditadura das pessoas do Sim que aqui comentam. é facilimo insultar, é facilimo dizer alarvidades da boca pra fora, é facilimo apelidar as pessoas que votam não (q têm tantos direitos como as que votam sim, é por isso que o referendo é pra toda a gente e n só pras pessoas que votam sim, isso queriam vcs) de atrasados mentais, hipocritas e tal. e pior, tomá-los todos por estúpidos, hipócritas e falsos moralistas. n percebo, é que n percebo mm qual é o vosso problema. deve ser um problema com a democracia, deve seer isso. ide pra Cuba que lá vive se melhor
 
ide tu :)
 
Toda esta maralha fala dos USA como de os conhecesse. De certa maneira dá um certo gozo.
 





blogue do não