Estatísticas do sim nos EUA - IV

De acordo com estatísticas oficiais, no período compreendido entre 1970 e 2003, fizeram-se nos EUA pelo menos 36.818.096 de abortos legais.

PS: Tal como se constata através do link, este número não inclui os dados de alguns Estados relativos aos seguintes anos:

1998 - Alaska; California; New Hampshire; Oklahoma;
1999 - Alaska; California; New Hampshire; Oklahoma;
2000 - Alaska; California; New Hampshire;
2001 - Alaska; California; New Hampshire;
2002 - Alaska; California; New Hampshire;
2003 - Alaska; California; West Virginia

Comentários:
Lá fora dizem assim:

Ignominia en Portugal

Santiago Martín

El próximo domingo se va a celebrar en nuestro país vecino un referéndum para ampliar la actual ley del aborto que allí rige. Ésta es muy parecida a la española, aunque en Portugal se toman en serio su aplicación y, por eso, al no ser un coladero, el número de abortos es sensiblemente más bajo. El referéndum portugués tiene tres características que le hacen especialmente oneroso.
La primera es la del propio referéndum, que pone de manifiesto la principal debilidad del sistema democrático: su pretensión de estar por encima de toda ética; cuando los hombres deciden por sí mismos qué es bueno y qué es malo, sin ninguna referencia a la ley moral natural, dejan la puerta abierta a las mayores atrocidades.
La segunda reside en el hecho de que en 1999 ya se celebró un referéndum parecido a éste. Y los partidarios de flexibilizar aún más el aborto lo perdieron. En buena ley y con el sentido común en la mano, no debería celebrarse otro referéndum sobre el tema, al menos hasta que no hubieran pasado cincuenta años; en cambio, el partido socialista, que promueve la modificación legal, parece decidido a insistir una y otra vez hasta que lo consiga. Por el contrario, si lo hubieran logrado entonces o si lo logran ahora, será muy difícil por no decir imposible que se dé marcha atrás a la ley despenalizadora.
La tercera característica tiene que ver con el día elegido para el referéndum: el 11 de febrero. Es la fiesta de la Virgen de Lourdes, salud de los enfermos. Se conmemora la aparición de María a Santa Bernardette en la que ella se manifestó a sí misma como la Inmaculada Concepción. El demonio está tan seguro de ganar, que quiere humillar de este modo a los que defienden la vida.
Pero aún no han ganado. Pongamos en marcha nuestros «tanques»: la oración y la penitencia, para que en la patria de Sor Lucía no se consume una ignominia tan grande.



http://www.larazon.es/noticias/noti_fyr16005.htm
 
caro/a MCP,

é então errado afirmar que entre 1973 e 2002 foram realizados mais de 42 milhões de abortos?, como é afirmado neste site -> http://www.guttmacher.org/pubs/fb_induced_abortion.html. ou melhor, compreenderá esse valor os abortos clandestinos? seja como for, acho que já deu para perceber que as tais 377 mortes em 30 anos por aborto medicamente assistido não permitem inferir nada acerca do que será daqui a 30 anos o panorama nacional caso o SIM vença. e, se assim é, qual o propósito da informação?
 
Eu pedia só que explicassem qual o sentido de colocar estatísticas das interrupções da gravidez realizadas nos estados unidos. É para dizer que se fazem abortos? Pois fazem. Em Portugal também e ninguém sabe quantos são. E isso deve-se à situação clandestina em que ocorrem e que vocês insistem em perpetuar. Tenham juízo!
 
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Com o devido respeito a Ana pode ter-se rendido aos argumentos inteligentíssimos, noto, de Carlos Magno no "Contraditório" da antena-1 das sextas-feiras, e pode contribuir para, como dizer, ir "domesticando", politica e opinadamente falando, Luís Delgado

-salvo nas Eleições americanas, contenda em que, agora que já é oficial, o nosso grande comentarista toma partido, contra ventos e marés, se for preciso, pelo antigo Mayor de Nova yorque..., não é verdade que o mesmo se passou com Bush? O impera,... ai o Presidente é que não reparou neste seu luso e público admirador, pois o Mundo é tão grande e ele há tantas trapalhadas para além da América...!-

tudo bem "orquetrado" por António luí Marinho! Agora a Ana Sá Lopes, que reputo de Mulher Moderna e não menos inteligente,faria bem, se me permite, em arranjar um outro tipo de argumentário, bem mais adaptado ao século XXI do que esse retrato situacionista e miserabilista conotado perfeitamente com toda a ambiência social, cultural, política e até tecnico-científica dos anos sessenta, repare, do século passado. A criadora da "Vanessa" não pode vir agora, a propósito do referendo,com mapas conceptuais circunstancialmente colocados no tempo em que Salazar era o Presidente do Conselho de Ministros e D. Manuel Gonçalves Cerejeira, de boa memória, de resto, desculpará que lho refira - pois basta pensar um pouco- exercia o Múnus de Patriarca de Lisboa. Porém, já agora, permita-me ainda que opine, em contraditório,à estratégia absolutamente errada que os adeptos do "Sim" no referendo fazem de colar a opção "Não" à posição da Igreja Católica.É que lhes sai "o tiro pela culatra", redondamente, por duas razões: primeiro, porque não são os católicos os únicos defensores do Primado do Valor da Vida (trata-se de um argumento que pode ser caro aos sectores mais laicistas); segundo porque se há momento em que a Igreja Católica tem estado do lado correcto ao longo da História, este é um deles, de forma clara e inequívoca (nada que se compadeça com outros processos conhecidos, cujas motivações em Roma, como sabe, eram outras!Termino esta, mais uma vez em contraditório com a brilhante Ana Sá Lopes: ao contrário do que referiu na última sexta feira, em minha opinião, o Sr. professor Doutor Vital Moreira esteve no "Prós e Contras"-I bem aquém daquilo que seria de esperar da Sua Autoridade académica! Bem aquém Ana Sá Lopes. espero sintonizá-la no próximo Contraditório e espero que no mesmo possa contribuir para o esclarecimento de pessoas indecisas como Luís Delgado, o qual, se me é permitido, só terá de ser fiel ao seu passado interventivo. Bom Programa. Cumprimentos amistosos.
 
Caro/a Gui,

O site que tenho utilizado para postar algumas estatísticas relativamente aos EUA é do governo americano,esse não é. De qualquer maneira não se esqueça que ao número que apresentei é necessário adicionar os números relativos aos Estados que não comunicaram dados.
Por fim queria dizer-lhe que hoje não tive tempo de apurar com certeza há quantos anos não morre uma mulher em Portugal na sequêcia de complicações devido à prática de aborto.
Por fim, gostava que percebesse que procuro chamar a atenção para alguns dados relativos a um Estado que liberalizou o aborto, reconhecendo que estes dados devem ser interpretados com cuidado visto que se reportam a uma realidade diferente da nossa.
De qualquer maneira deixe-me que lhe diga que se é necessário ter algumas cautelas na estrapolação (o/a Gui também fez isso num raciocínio que considero interessante) de dados também é possível concluir:

Que nos EUA 20 anos após a liberalização aumentou exponencialmente o número de abortos legais (já agora aproveito para dizer que fui pesquisar e descobri que o ano de referência deve ser 1973 e não 1970, visto que só em 1973 é que o aborto se tornou legal em todos os Estados);
Que não obstante uma estabilização e mesmo um declínio nos últimos anos é possível verificar que se fazem muito mais abortos hoje do que em 1973 (mesmo considerando o efeito provocado pelo aumento demográfico - repare na variação do rácio n.º abortos/por cada 1000 nascimentos);
É possível concluir que o aborto legal, como acto cirúrgico de risco, não é 100% seguro como muito se apregoa por aí por estes dias;
Quanto à outra questão, ainda não lhe sei dizer se é há 2 ou há 4 anos que em portugal não morre uma mulher na sequência de um aborto.

Um abraço e os meus sinceros agradecimentos pelos comentários!
 
caro MCP,

é óbvio que não questiono a veracidade dos números que apresentou, ainda para mais tratando-se de estatísticas oficiais - apenas me interroguei sobre se aqueles 42 milhões de abortos corresponderiam ao total de abortos legais, sem excepções, ou se abrangeriam ainda os abortos clandestinos. mas reconheço que esse esclarecimento não é particularmente relevante para esta discussão.

quanto ao argumento segundo o qual a legalização do aborto medicamente assistido conduz necessariamente a um aumento exponencial do número de abortos, não sei..mas não sei mesmo! porque admito outra possibilidade - que na sequência da legalização haja um período de adaptação, durante o qual as pessoas vão progressivamente saindo da clandestinidade e aceitando realizar abortos em estabelecimentos de saúde. não creio que baste promulgar uma lei para que a população se adapte instantaneamente a uma nova realidade, com a agravante de que neste caso essa nova realidade implica uma maior exposição da mulher. ao fim e ao cabo, o que nos garante que o número de abortos legais ao fim de poucos anos de legalização corresponde efectivamente ao que era o número de abortos clandestinos?

um abraço, e a devida retribuição dos agradecimentos, pela seriedade e desportivismo com que encarou esta troca de ideias. decerto nenhum de nós mudou de opinião quanto ao sentido do seu voto, mas ainda assim valeu a pena! =)
 
É, de facto, curioso verificar que uma data de gente fala dos USA sem ter a menor noção do que se passa naquele país - e isto em todos os aspectos.
A realidade é que se verifica uma luta entre o progressismo - com a "gay cause" - e os conservadores.
No que respeita ao aborto, há um imenso recuo porque a sociedade, na maioria dos Estados, já está a sentir a nefastas consequências.
Seria bom informarem-se antes de falar.
 
Passou um dia e verifico o costume. Ninguém contesta ou pergunta, do alto da sua sabedoria (a que julgam ter...).
Mas que gente tão ignorante e tão bronca que nem quer saber!
 





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