Pólvora seca II

Conhecida que é a sede de protagonismo deste rapaz, que é tão culto e assim, não resisto a dar-lhe ainda mais um bocado de atenção. Ficamos a saber, por este escrito, que o Jorge Ferreira devia ter posto uma fotografia maior do livro aconselhado. Com efeito, o desgraçado do Lipovetsky perdeu o "t" no post do carabineri Luís M. Jorge (certamente devido ao excesso de uso).
Adiante, pois o que me interessa aqui focar são as considerações que o sujeito faz relativamente ao que aqui se diz relativamente ao aborto. Deixo-vos, por isso, esta pérola:
"Proibir uma mulher de abortar até às dez semanas de gestação, um periodo que eu prolongaria, parece-me um gesto tão atávico como apedrejá-la por conduzir sem burqa - não é que isso não se faça, não é que não haja até quem o defenda seriamente, aqui ou no Afeganistão. Simplesmente, eu não estou no Afeganistão."
E quanto a isto, não me ocorre nada mais que um lamento pelo facto do autor desta parvoeira não estar de facto no Afeganistão.
Reparo, igualmente, que são já, pelo menos, 2 comentários que uma tal de f. deixa em blogues terceiros acerca desta nossa casa. Será a timidez da Fernanda que a impede de vir aqui dizer o que pensa?

Comentários:
Rui, "les bons esprits se rencontrent". A f. e o Franco (por isso usei o francês) Atirador, lêem-se e, já se viu, adoram-se. E não são tanto as leituras recíprocas com que se brindam que me impressionam, uma vez que são dados a leituras várias (mais de uma dúzia, de certeza) que, por invejosos, guardam para si. O adorarem-se é que é estranho... achei que, pelo menos a f., não gostava de ninguém... que seria indiferente a esses picos, altos ou baixos, de sentimentos que diminui quem deles padece. Pois bem, ela adora o Franco Atirador e odeia a "malta do bloguedonao". Afinal é como as outras... ó, que pena.
 
Uma outra contradição de muitos defensores do aborto.
Muitas pessoas que defendem o sim ao referendo defendem também a Natureza, com acrisolado calor ecologista. Então não percebo a sua sinceridade ao defender dois contrários. Dispondo de imensos métodos de evitar a gravidez, inclusivamente a pílula do dia seguinte para as mulheres mais descuidadas que,antes dos momentos de prazer, não souberam ou não quiseram prevenir a gravidez, é anti-Natureza contrariar a evolução natural da gestação. Como conciliar este desprezo da Natureza quando se trata de um ser humano, e a defesa da Natureza quando se fala de arbustos ou animais. Seria muito lindo encontrar coerência entre as várias atitudes, para qualquer delas merecer credibildade.
Há que ensinar esses palavrosos a raciocinar!
Cumprimentos
 
Um simples ponto de reflexão para um defensor do SIM.

Se, oxalá que não, você tiver um AVC, ou um ACV ou outra doença súbita que necessite de socorro imediato em hospital e não puder ser atendido, por todos os recursos estarem a ser utilizados em abortos de umas «loiras» ignorantes e estúpidas que se entregaram ao doce prazer do sexo, por sua livre vontade, sem terem tomado as mínimas protecções (hoje há métodos muito seguros e que podem ser utilizados em sobreposição para prevenir a gravidez), e que nem sequer utilizaram a pílula do dia seguinte; você não pôde ser socorrido, e, possivelmente, nem teve consciência para reclamar, e o que diria a sua família? Esta bateria palmas por você, ter votado Sim no referendo? Se isso acontecesse com um seu familiar muito querido, ficaria satisfeito? E se em vez de uma loira a fazer um aborto «porque sim», fosse um louco do volante que se despistasse a mais de 200 Km/h? Ou se fosse um adepto de desporto radical que tivesse excedido os limites da prudência?
Acha bem que os hospitais públicos, pagos pelo dinheiro dos nossos impostos, prejudiquem doentes urgentes que nada fizeram para adoecer, ou sinistrados em acidentes de trabalho, que sejam relegados para último (a morte poderá chegar entretanto) plano, por meninas sem moral que não tiveram cuidado de se defenderem do risco que iam correr ou correram, nas bacanais que lhes deram muito gozo?
Não será mais lógico que cada um seja responsabilizado pelos seus erros?
A nossa felicidade é construída pelas nossas boas acções. A infelicidade é-lhe simétrica.
O resto é poesia.
Cumprimentos
 
Começar um blog com uma crítica a uma falta de uma letra só demonstra a pequenez e mesquinhez de alguém que não tem mesmo nada de jeito para dizer...
 
"Começar um blog com uma crítica a uma falta de uma letra"? Este blog não começou com este post e se tivesse lido o post a que o meu comentário se destina não ficaria tão indignado.
Quanto ao não ter nada de jeito para dizer, terá V. Exa. toda a razão, e foi esse preciso motivo que levou a que fossem convidadas pessoas com coisas bem mais interessantes e inteligentes do que eu para dizer.
Cumprimentos
 
Caro Rui Castro, este seu postezeco apareceu-me outra vez no technorati como se tivesse sido acabado de colocar. Ainda não se envergonhou dele? Eu se fosse a si apagava-o .
 





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