LIBERALISMO

Foram já vários os blasfemos que defenderam a liberalização do aborto, dando a entender que iriam votar sim no referendo.
Ora, não sei se a pergunta será pertinente, mas tendo o Estado assumido que iria suportar os custos dos abortos, em hospitais públicos ou em clínicas privadas licenciadas para o efeito, tenho alguma curiosidade em saber se o seu sentido de voto se mantém.

Comentários:
Anda um pouco desatento: http://ablasfemia.blogspot.com/2006/10/aborto-todos-socialistas.html
 
Caro rui,
Por momentos achei que me tinha escapado alguma coisa.
Em que é que o post que cita responde à minha pergunta?
Em tempos disse que era a favor da despenalização, dando a entender que iria votar sim. Limitei-me a perguntar se o sentido de voto do rui e, por exemplo, da Helena Matos iria mudar em face da proposta de lei socialista e daquilo que a mesma implica em termos de intervenção estatal.
Sinceramente, não descortino no seu post qualquer indício de que irá alterar o seu sentido de voto.
Um abraço
 
Se o principal argumento do sim é pretensamente acabar com o aborto clandestino (o que obviamente não vai acontecer, então, caso o aborto seja liberalizado (no que não se concede)deverá ser exigida a apresentação do original da declaração de IRS aquando da apresentação do pedido de aborto. Se os ricos o pagam em Espanha, também o podem pagar aqui em Portugal.
 
Não altera em nada a posição de um liberal que seja a favor da descriminalização. Para este a questão da criminalização de uma conduta será sempre mais importante que a questão do financiamento dos abortos.

Pugnar pela descriminalização do aborto e depois defender que o mesmo não seja pago com dinheiro dos contribuintes é perfeitamente possível e a solução liberal ideal. Não vejo em que é que reside o dilema.
 
Caro José Barros,
O dilema não está na questão teórica da liberalização mas sim na questão concreta que o referendo levanta. Pois a verdade é que a pergunta tem em vista a aprovação de uma lei, a qual contém em sim mesma a liberalização total do aborto até às 10 semanas acompanhado de outras normas que lhe estão neste caso indissociáveis, como seja a qualificação como cirurgia prioritária ou a assunção pelo Estado dos custos de todos os abortos efectuados nessas condições.
Por este motivo, limitei-me a questionar alguns liberais acerca da dúvida que devem sentir neste momento:
- manter a penalização de uma determinada conduta; ou
- liberalizar a conduta à custa do Estado.
Um abraço,
Rui Castro
 
Caro Rui Castro,

A sua pergunta implica o conhecimento da proposta de lei, que ainda não tenho. Porém, o ponto era, creio, o do Estado por o SNS ao serviço de quem queira abortar. Quanto a isso, parece-me que o meu post é claro. Quanto ao meu sentido de voto, só o poderei definir quando conhecer a proposta de alteração da lei. De todo o modo, fica já esclarecido o seguinte:
1. Votarei favoravelmente a despenalização do aborto;
2. Não votarei favoravelmente um projecto que ponha o aborto, fora dos casos em que ele seja feito por necessidade de saúde psicológica ou física da mãe ou do feto, no SNS.

CUmprimentos,
 
Caro Rui,
Independentemente do que nos separa nesta matéria, suspeito que terá que optar pela opção 2., uma vez que é isso mesmo que o Governo se prepara para fazer.
Tentarei nos próximos dias trazer aqui as linhas orientadoras do projecto-lei.
Abraço
 
Não é liberalização. Não é liberalização.Não é liberalização.Não é liberalização.Não é liberalização.Não é liberalização.Não é liberalização.Não é liberalização.Não é liberalização.Não é liberalização. Perceberam?
 
Caro cb,
Não é por insistir muitas vezes nessa mentira que ela passa a ser verdade.
É uma questão de português (ou de falta do mesmo).
A pergunta do referendo consagra efectivamente a liberalização do aborto quando praticado até às 10 semanas.
Negá-lo é de uma má fé inqualificável.
 
CB: É L-I-B-E-R-A-L-I-Z-A-Ç-Ã-O. Qual foi a letra que não percebeu?
 
JB: defender a liberalização do aborto e ser contra que o mesmo seja pago pelo Estado, vai-me desculpar é incoerente. Se o aborto é liberalizado para que as mulheres pobres o possam fazer em condições num "estabelecimento autorizado", então o Estado tem que o pagar. Como é que a mulher pobre (que hoje não pode ir a Badajoz) amanhã vai conseguir pagar um aborto numa clínica privada?
 





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