11 de Fevereiro: o que realmente está em causa

Pedro Guedes sumariza bem o que está em causa e a tarefa de esclarecimento (árdua mas não impossível) que cabe aos defensores do "Não": Maioria não autoriza IVG por "desejo" da mulher.
boa parte dos que afirmam votar sim no próximo referendo não concordam com o seu próprio sentido de voto. É necessário explicar às pessoas, em todos os cantinhos de Portugal, que o que realmente está em causa no próximo dia 11 de Fevereiro é a liberalização total do aborto a pedido por opção exclusiva da mulher e sem quaisquer tipos de justificações.

Comentários:
O aborto é um assunto deveras complicado, por isso não devemos usar termos baratos e fáceis. Os assuntos de consciências não se resolvem com extrema leviandade!...
Falo pra sim e pra o não, pois não tenho opinião, minha consciência não tem partido pois tem dificuldade em decidir ou o sim ou o não.
 
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Somos cada vez mais um país bruto e analfabeto. Quando não se é capaz de entender sequer o que está em causa, e infelizmente acho que a maioria dos portugueses não entende, como pode ser-se votante e responsável? Tenho tido conversas absolutamente chocantes com pessoas que até tinha em boa conta. Há, sobre esta matéria, um analfabetismo funcional que é estarrecedor. Antevejo, infelizmente, uma vitória do «sim» a 11 de Fevereiro. E quando as pessoas finalmente perceberem o que aprovaram, então será tarde. Demasiado tarde...
 
Aborto e envelhecimento da população

Procuro ser um defensor da racionalidade e da lógica das decisões. Podem ser cometidos graves erros, mas se a decisão tiver sido tomada com base em dados tidos como correctos, a conclusão a que se chegar, depois de um raciocínio bem conduzido, não deve ser atacável. Mas... errar é humano.

Nos dias que estamos a viver, ouve-se repetidamente falar do envelhecimento da população, da despenalização do aborto, da recusa de tratamento para prolongar a vida em situação terminal de doença incurável, de problemas financeiros da segurança social, etc. Trata-se de um conjunto de dados que, bem analisados e equacionados poderão conduzir a várias pistas.

A posição do partido do Governo em relação à liberalização do aborto nas primeiras dez semanas parece ser contrária às razões que têm levado a segurança social a lamentar o envelhecimento da população. Quanto menos nascimentos, maior será o envelhecimento, por falta de rejuvenescimento que só pode resultar de partos bem sucedidos.

Há dias, ouvi uma opinião que afirmava que o aborto até poderá ser útil se cada um corresponder à eutanásia forçada de um idoso beneficiário de uma ou mais reformas milionárias. Em termos matemáticos, esse raciocínio está correcto, mas, como iria afectar prioritariamente políticos e seus amigos, não teria viabilidade prática. Porém, a recusa de tratamento para prolongar a vida não será suficiente para esse fim e não irá atingir os milionários que, por norma, são egoístas acomodados. E qualquer destas decisões será eticamente polémica.

Uma outra solução para evitar o aborto, sem lesar os interesses das mulheres grávidas que os pretendem fazer, seria o Estado tomar conta das criancinhas, criá-las, educá-las e dar-lhes o apoio paternal adequado. Aliás, isso seria lógico para todos os bebés. Nos tempos das sociedades rurais, os filhos eram uma riqueza para os pais que, assim, dispunham de mão-de-obra para amanhar os seus terrenos, e apoio garantido na velhice. Pelo contrário, hoje, não há benefício em ter filhos que apenas dão problemas, aborrecimentos, limitações, despesas, sendo afinal o País (além deles próprios) o único beneficiário da preparação que os pais lhes dão. Tem, portanto, lógica que o Estado tome conta das crianças, o que traria grandes benefícios gerais e libertaria os hospitais dos abortos decididos pelas mães «porque sim». A maior dificuldade para o Estado seria a da protecção das crianças contra as investidas de pedófilos de colarinho branco e gravata.

Embora daqui a alguns anos estas ideias possam ser encontradas na legislação, considero-as, neste momento, meras especulações assentes nas possibilidades lógicas, sem qualquer entusiasmo para as defender nos tempos que correm. Os visitantes podem apresentar críticas, com soluções diferentes para os problemas de que por aí se fala.

Hoje o aborto, fora das excepções já consignadas em lei, só é solução para mulheres distraídas, desleixadas, promíscuas, pois uma mulher normal tem inúmeras maneiras de evitar ficar grávida e, em última solução, tem a pílula do dia seguinte. Votar sim no referendo é incitar as mulheres à vida irresponsável, despreocupada, estúpida e arriscada.
 
Pensão de alimentos!? Estás doida...? Tivesses abortado antes das 10 semanas...
 
Se uma mulher casada quiser abortar ate as 10 semanas vai poder sem dizer nada ao marido... fantastico...Teremos um futuro!
 
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ó joão soares: desculpe lá, mas uma mulher pode engravidar inadvertidamente mesmo indo para a cama com um só homem.... já agora, esclareça-nos: qual é o seu conceito de promíscuidade?
 
A.J.Soares, acha que as mulheres são incubadoras do Estado?
 
Mas gostava que me explicasse o sentido da expressão "mulher normal", a tal que nunca engravida sem querer (como todos sabemos).
 





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