TIRO NO PÉ

Caro Luís, apesar de há dias nos teres acusado de generalizações, tendo inclusivamente ilustrado de forma bem incisiva o pouco respeito que este blogue e alguns dos seus autores te merecem, desta feita és tu que o fazes. E fazes, rejeitando um argumento por mim utilizado, porque supostos defensores do Não se teriam insurgido contra algumas das medidas por mim defendidas. Pois bem, meu caro, não aceito que diminuas o meu argumentário, o qual neste ponto em concreto presumo que também tu defendas, por ter havido quem, agora do meu lado da barricada, o rejeitasse. Bem sabes que neste blogue nunca ninguém assumiu as posições que invocas para diminuir o que eu disse na TSF. Em jeito de conclusão, deixa-me fazer um reparo, eu falei em planeamento familiar e não em "educação reprodutiva e sexual". Como saberás, o planeamento familiar é muito mais do que a "educação reprodutiva e sexual", ou pelo menos deveria de ser. De qualquer forma, presumo que não estejas muito interessado em discutir este assunto.

Comentários:
O problema não é saber se deve´ou não ser feita educação sexual o problema é que educação sexual deve ser feita.

"Não saias de casa sem o preservativo nunca se sabe o que pode acontecer" é éducação sexual?

"Diz à tua mãe quye sabes mais que ela" é educação sexual ?

Estou a citar de memória, peço desculpa por alguma imprecisão mas lembro-me claramente destas duas mensagens, referentes a outras tantas campanhas contra(?!) a sida... se isto é educação sexual acho que sou pela deseducação.
 
Rui,

Se prestares atenção, não caí na mesma tentação que o teu colega João Vacas: não generalizei, nem escrevi nada de parecido com "os defensores do SIM". Apenas referi quem fez aquelas promessas há 8 anos. Quem ganhou o referendo e então assegurou dedicação inquebrantável em prol da educação sexual.
E não gostaria de ver o meu país forçado a passar por mais 8 anos de inércia nesse campo educativo tão fulcral.
 
Luís,
Vais desculpar-me mas ao dizeres
"Acreditem ou não, ele saiu-se a páginas tantas com este raciocínio", relembrando que outros disseram o mesmo em 98, concluindo depois que nada foi feito neste sentido, estás a generalizar.
De resto, deixa-me que te diga que me parece abusivo imputar a quem defende o Não uma suposta inércia nestes últimos anos nesta e noutras matérias, pois esse papel incumbe a todos, quer votem Sim quer votem Não.
O que pretendi dizer e reafirmo é que nos preparamos para adoptar a mais radical das soluções, sem que se tente por via da educação, da informação e do apoio social oferecer outras soluções menos conflituantes (do ponto de vista da colisão de direitos) e menos "agressivas" para quem se depara com este drama.
Abraço
 
Pudemos então ter como pressuposto que se o Sim ganhar não há necessidade de educação sexual.
 
Eu fiz uma sondagem no meu blog e o não ganhou.
Espero que isto não aconteça na realidade.
Podem ver os resultados e a minha análise em: http://ingrato.blogs.sapo.pt
 
Sabeis para que servem os fetos abortados?
Sabeis que destino é dado às criancinhas assassinadas pelo egoísmo humano?
São usados para fabricar cosméticos na China e na Coreia do Norte.
Quando lavardes as vossas mãos com sabonete, pensai nisto.
Quando fordes votar, pensai nisto.
 
Os do Sim não gostam de falar na inércia deles após o referendo de 98... pena é que os que agoram integram o movimento "Médicos pela escolha" não tenham montando uma associaçao sem fins lucrativos de promoção da educação sexual que tanto apregoam... do lado do "não" saíram diversos movimentos de apoio às grávidas que optam por ter os bébés.
 





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