UM LAPSO

A nossa comentadora assídua que dá pelo nickname de Fuckitall desmascarou-se. Ou melhor, foi desmascarada (obrigado à outra comentadora assídua que o fez). Chama-se Inês Meneses e milita na concorrência.

E assim como desmascarou a identidade, mostrou-nos aquilo que pensa lá bem no fundo e que a estratégia eleitoral manda esconder. Teve um “lapso” e disse assim: “mas aproveito para dizer a/ao kiko que o aborto para a frente já vai, a questão é em que condições. A questão é se lutamos contra o mercado clandestino, portanto totalmente livre, do aborto, que é o que temos, e contrapomos um aborto em condições devidamente controladas”.

Estamos esclarecidos: faz parte do grupo, que começa a engrossar, dos que admitem ser apenas contra o aborto clandestino. Não são contra o aborto, querem-no é higiénico e bem cedinho. Mas lá fazer com que ele acabe é que não. Isso é trabalho para os do Não!

Comentários:
ó abençoadinha, aquilo q a fuckitall lhe disse é o óbvio. o Aborto faz-se, quer seja clandestino ou não, percebeu? o q está em causa é: protegemos a saúde das mulheres (q o farão sempre), despenalizando-o, ou não?
 
A Joana vá ali conferenciar com o Eduardo:

O truque é clássico e está nos manuais de agit-prop: colar o adversário a algo que ele não disse e não pensa para obrigá-lo a perder tempo com justificações, precisamente o tempo que tem para argumentar em defesa daquilo que de facto diz e pensa.

Eu nao sei se a comentadora pensa nao ser contra o aborto, mas tenho a certeza que nao é o que ali está escrito.
 
Now she really fucked it all...
 
Gostava de saber se os intervenientes já tiveram o prazer de assistir a uma ecografia às 6 ou 8 ou 10 semanas. Caso tenham oportunidade de o fazer, ouçam com atenção o coração que, embora pequeno, bate com força, com aquela força que nos faz sorrir e pensar como é perfeita a vida, do início ao fim. Gostava de lembrar que nao se trata apenas da saúde das mulheres, mas das oportunidades e direitos que todos temos ao ser concebidos.

E já que falam dos direitos das mulheres, da escolha, da opção e da enfadonha liberdade, peço que se lembrem que têm todos, temos todos antes de mais, o dever de pensar, reflectir e ser Responsáveis em todos os momentos.
 
Sou leitora assidua do vosso blog, e estudante de medicina. Assustados com a falta de seriedade cientifica e intelectual de alguns argumentos esgrimidos por parte do sim, e saindo do silencio impelidos pelo juramento de hipocrates, os médicos afirmam: somos
http://www.medicosporissonao.com/
visitem e divulguem!
Continuem!
 
DISCUTIR A VIDA

Inês Meneses foi desmascarada. Não critico não assumir o seu nome. Eu próprio, não digo quem sou. É um direito que lhe assiste. Mas o que é facto é que, militando na concorrência com um nome, e comentando no bdN, Inês mais não fazia do que lançar a confusão.

E enquanto o "sim" se entretém a criar «fait divers», o "Não" apresenta propostas para o futuro das mulheres e procura mobilizar os portugueses para participarem na escolha que se lhes oferece a 11 de Fevereiro.

O combate à abstenção é um preocupação de todos os cidadãos responsáveis. O que se consegue falando dos problemas das mulheres que acham que não têm condições para ter os seus filhos e não com a criação de falsos nomes e de falsos problemas, que parecem quase estratosféricos à generalidade da população, preocupada com problemas tão candentes como o do desemprego nas mulheres grávidas. Temos tentado fazer uma campanha pela positiva, apresentando propostas, definindo um rumo, aquele que o "não" se propõe protagonizar. Não nos desviaremos desse rumo. Não esperem de nós que entremos em questões suscitadas pelo capricho de alguns.

Grande encontro no MDV, com casa cheia.
A vida está a passar por aqui.
 
Não entendo o argumento de tantos defensores do sim, como o sr anónimo que aqui escreveu: "o óbvio: o Aborto faz-se, quer seja clandestino ou não, percebeu? o q está em causa é: protegemos a saúde das mulheres".

Gostaria de saber se também se resigna com facto de a excisão das mulheres em África se fazer, pedindo assim também para elas condições nos hospitais. Ou ao facto de o infanticídio acontecer na China, pedindo também para isso condições para que essas crianças morram sem sofrimento. Ou se se resigna com o simples facto de o trabalho infantil existir mesmo no nosso país, pedindo para isso ao estado que o legalize e proteja as crianças com um horário laboral razoável, ordenado mínimo e 21 dias de férias.

Não podemos aceitar os factos que existem, quando vão contra os nossos princípios.

Acabar com uma vida é crime e não pode ser legalizado nem despenalizado.

Não julgo as mulheres que o fazem. Mas que é crime, isso é.

Provavelmente por o saberem no fundo da sua alma todas o façam com sofrimento e a maior
parte fique com uma marca de desgosto para o resto da vida.

Vera Eloy
 
A Fuckitall já se tinha identificado há alguns dias, na resposta a um comentário meu. E não é preciso saber que "milita na concorrência" para aquilo que nela passa por argumentos seja desmascarado.
 
Pelo Não

Pela vida daqueles que são indefesos e que por voto se decidirá indirectamente a permissão da sua condenação à morte.

Já se deram conta da manipulação clara pró Sim da comunicação social. Já se deram conta das razões e interesses que estão por detrás deste referendo que tão rapidamente foi posto a voto, Clínicas já em processo de pré-licenciamento prontinhas para receber todas aquelas mulheres que não vão ter vaga por falta de condições nas nossas instituições de saúde e que vão receber uma declaração do estado para que possam ser atendidas pela clínica mais próxima, cujo Dono esfrega as mãos de contente e para quem todos vamos contribuir.

Sou contra o sofrimento das mulheres que por falta de condições, de apoio, de vida, etc. recorrem ao aborto clandestino. Como sociedade temos de combater isto e direccionar os nossos esforços, apoios, etc para proporcionar as condições necessárias. Agora sou contra o que esta despenalização/legalização vai promover, a título de exemplo mulheres haverão que serão pressionadas pelo marido, família, etc para realizarem o aborto (já que é legal faz) pois o trabalho que dará e as férias às Caraíbas que se perdem vão ser mais importantes. Estas mulheres que, serão forçadas, ou então por opção (irresponsável) vão pois, ou não dependendo da mulher, sofrer a violência do aborto, que ficará presente para toda a sua vida, ou não. E nós simplesmente demos o Ámen…

Os governantes nada fizeram nestes últimos 8 anos pois estavam preocupados com a vida politica (Santana para cá, Barroso para lá, Ferro para ali, Sócrates para aqui etc), a fazerem túneis e projectarem aeroportos megalómanos, a deitarem rios de dinheiro FORA, a oferecerem-no por incompetência aos empreiteiros e oportunistas. E não foram capazes de realizar um estudo que fosse para ver se existiam caminhos que não o do aborto e outras formas para resolver esta questão ou pelo menos minimizá-la em todos os aspectos.
Resposta: Simplesmente referendo e desresponsabilizam-se.
Nós votamos nas legislativas para que eles resolvam bem, e não desta forma incompetente ou talvez interesseira…

Deixo à vossa consideração.

Mas tenham consciência que um feto tem vida, mexe-se, obviamente não fala tal como um bebé…

Acham mesmo de consciência que o caminho é o da despenalização?

Entendeu que há consequências indirectas, que irão promover no futuro o aborto pelo aborto?
 
Caro(a) anónimo(a) das 5:11:

Sabe que um problema de Saúde Pública (um VERDADEIRO problema de Saúde Pública) que leva todos os anos milhares de portugueses à morte (e não nenhuma, como sucede em certas causas) são os acidentes rodoviários por consumo elevado de álcool?

Apesar da legislação existente, as pessoas continuam a beber e a conduzir (apesar de existirem montes de indivíduos que moderam o seu consumo ou que nomeiam um amigo para conduzir, mas isso não interessa nada...)

Acho que devemos pôr mãos à obra e acabar com este flagelo. Acabemos com as taxas de alcoolemia, porque assim teremos a certeza que as pessoas, na sua boa consciência individual, vão todas começar a optar por beber menos...

Cumprimentos
 
Ó abençoadinho, e se começam todos a pensar que protegem e defendem os interesses dos filhos abortando-os? A mim também me custa a crer mas há gente do sim que não só pensa assim como diz isso em público.
Claro, se fosse realmente uma interrupção voluntária da gravidez, a mãe que viesse mais tarde a considerar que talvez não tivesse realmente a protegido e defendido bem os interesses do filho abortando-o, poderia reconsiderar os interesses do filho e retomá-la, retomar a gravidez. MAs não é interrupção. Acaba tudo ali.
 
O que se discute no referendo não é vida...mas sim sexo sem complexos, sem remorços, sem consequências.

Já que querem tão fervorosamente a despenalização...existe uma coisa chamada "pilula do dia seguinte´" custo 2 Euros na farmacia e não precisa de receita medica.

Ouvir falar pessoas a dizer barbaridades como só é um ser humano, depois de sair da barriga,ou expressões como "Coisa Humana", dá vontade de chorar de tão mau que isso é.

Qualquer dia vamos dizer que um bebe até aos 2 meses pode ser morto, porque só come e dorme e dá trabalho, e não é um ser humano porque ainda não reage com o seu meio.
 
Leiam e tirem as vossas conclusões:

http://aborto.aaldeia.net/abortoclandestino.htm
 
“Podia ficar aqui um dia inteiro a debater este assunto e não o esgotava.
Claro que a maior taxa de abortos em países com uma lei semelhante á portuguesa pertence a mulheres com rendimentos acima da média! Claro que é! Porquê? Porque quem tem dinheiro... faz aquilo que quer!
Claro que a menor taxa de abortos em países com uma lei semelhante à portuguesa pertence a mulheres com rendimentos abaixo da média! Porque o pobre sujeita-se ao que tem!”

“A nossa lei é bastante completa e avançada... disso não tenho a menor dúvida. O problema reside no facto da incapacidade que o Estado tem de aplicar as leis que tem!
O argumento: "Nenhuma mulher foi presa" não me convence! Peço desculpa por não me sentir satisfeita com a incapacidade do Estado aplicar a lei! Não prende as mulheres, porque os abortos são feitos na clandestinidade, não prende porque as mulheres fazem abortos na marginalidade, caladas, amordaçadas pelo julgamento de falsos moralistas!
Também não me convence o argumento que se serve da liberalização (que nem sequer está em causa) permite à mulher abortar sem razão!! Mas algum débil mental acredita que uma mulher um dia acorda e decide enquanto lava os dentes ao acordar: "Hoje está um belo dia para abortar"!!
Só um débil mental se serve de um argumento desses... isso ou um ser humano desprovido de razão! Uma mulher não aborta só porque sim! Uma mulher não encara um aborto porque dá cá essa palha!
Só um homem para dizer uma coisa dessas! Se um homem pudesse por um dia estar menstruado e ter as dores que uma mulher tem... de certo mudaria de opinião. Sim, porque se a menstruação é desconfortável, sangrenta e dolorosa... não acham que abortar também o é?”

“Acabei de ouvir o "discurso" do Marcelo e só não me ri porque o assunto é sério de mais e tira-me também do sério (passo a redundância).
O senhor disse que a mulher não deve poder decidir fazer um aborto sem antes ser ouvida por um médico, psicólogo ou até sociólogo? Ouvi bem? Eh eh eh... é uma piada de HOMEM RICO!
O senhor sabe que o Concelho da Amadora existe apenas uma médica ginecologista? O senhor sabe qual é a lista de espera para uma consulta com o médico de família, já para não falar do psicólogo? Eh eh eh... E o sociólogo? Há disso no posto médico?
Este foi o momento de humor!
Estamos a falar de um país onde se manifestam contra o encerramento de hospitais, contra o encerramento de serviços de urgência! Estamos a falar de um país onde há pacientes que morrem porque infelizmente vivem ou têm um acidente longe de um hospital! E quando se diz longe, entenda-se: fecharam o que havia na proximidade!
Este senhor deve ter um belo plano de saúde, mas não é público de certeza!”
 
bem vistos os casos, é muito mais simples ter os filhos e depois matá-los à martelada ou abandoná-los em caixotes do lixo. sempre se faz melhor figura. dizem que caso uma mulher seja vítima de violação, pode ter a possibilidade de fazer um aborto, mas uma mulher que queira fazer um aborto por livre e espontânea vontade, ou porque nao tem condições para o criar ou por outra razão qualquer(que nao seja a de ser fútil ou estar a poupar para o carro ou até ser adúltera, como afirma a dra. rita ferro), já não o pode fazer. nesse sentido já será condenável perante a sociedade uma tal decisão. mas porquê? o bebé ou ser que está a crescer dentro de uma é diferente do da outra? não me parece.. defendo a despenalização do aborto, porque acho que uma mulher deve ter o poder de decisão. Deus disse "crescei e multiplicai-vos", mas não disse multipliquem-se e passem fome, maus tratos, abusos sexuais! que é o que acaba por suceder na maior parte dos casos em que as crianças que vêm ao mundo são indesejadas. o pior é que o NÃO acabará por vencer devido a mentes de outros tempos.
 
Oh well, Inês fucked it all the long... Haven't you noticed before?
She isn't alone, you know...
 
Bem, se eu tivesse que aconselhar alguém decidida a abortar, podem ter a certeza que não lhe recomendaria nem SNS nem hospitais civis.
Ia perguntar a amigos qual o médico/parteira mais recomendável...
O seguro morreu de velho!
 
Não consigo assimilar o argumento dos apoiantes da liberalização do crime desde que praticado pela mulher - Contra a humilhação das mulheres - Alguma vez um julgamento tem caracter de humilhação?
 
Um grande ahahahahahah para estes comentários!
Inês Alegria
 
A ideia de abortar por amor, por não se querer para o filho uma vida de dificuldades e sofrimento faz pensar. Afinal, não será por egoísmo, por se querer evitar ter que fazer mais para dar ao filho aquilo que ele mereceria, mas por amor, para que ele não venha a sofrer.

A questão é que não é certo que a criança a nascer venha a ter uma vida de dificuldades e sofrimento.
Se o problema é dinheiro, a situação financeira da família pode mudar inesperadamente, seja por se arranjar um (novo) emprego, sair o euromilhões, a família e/ou o Estado ajudarem ou outro factor.
Se o problema é o marido alcoólico, a situação familiar pode mudar inesperadamente, seja por via do divórcio, viuvez, recuperação ou outro factor.
Se o problema é (...), a situação (...) pode mudar inesperadamente, seja por (...) ou outro factor. (substituir os "(???)" pelo que se quiser)

O ponto a que pretendo chegar é que as condições específicas que tornam mais ou menos provável que a criança veja a ter uma vida que não mereça ser vivida podem mudar antes mesmo de a criança nascer. Assim, estar-se-á a matar por uma possibilidade mais ou menos remota.
Considerando que há muitos casais a quererem adoptar crianças, principalmente recém-nascidos, e que durante a gravidez a grávida teria tempo para escolher o casal que lhe desse mais segurança, abortar pela mera possibilidade de uma vida difícil parece-se pouco com um acto de amor. Para mim, pelo menos.
 
Gostava de ver aqui comentado também, e com um post de destaque, assim como foi dada à "concorrência", os meios como o NÃo está a ser difundido. Tenho quase a certeza que a maior parte de vocês ficaria escandalizada se a propaganda que o vosso garoto trouxesse para casa fôsse dos mormons ou dos qué frô ou dos nacionalistas. É uma vergonha!
 
Joaquim Amado Lopes,
Passo por aqui a altas hora, quase sempre à pressa e com vontade de ler tudo. Se calhar foi por isso que embirrámos um dia destes - ou então você afinou a pontaria.
Agora, entendo o que escreve e, em princípio, estou de acordo.
Cumprimentos
 
A vocês sempre interessou ter uma classe de miseráveis para justificar a vossa abjecta presença e granjearem louvores que com nojento cinismo declinam. E é essa cegueira pela protecção da vida, com que certas inteligências doutrinárias vos fulminaram, que não vos permite perceber que a verdadeira intenção é manter um status quo de miséria, abrindo espaço à tão cara católica caridade para proteger os interesses da Santa Madre Igreja. O alvo dos vossos doutrinários não é proteger a vida coisa nenhuma é lutar pela sobrevivência da Igreja.
 





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