Interrompendo voluntariamente a minha participação neste blog. Ou, melhor dizendo, cessando-a definitivamente. Abortando-a, portanto.

Neste tipo de coisas é habitual nesta fase felicitar os vencedores ou aqueles que mais contribuíram para a vitória. Uma vez que não consigo considerar que neste assunto tenha havido vencedores, limito-me a felicitar os Gatos Fedorentos e Bento Domingues pelo inexcedível contributo para o resultado final. Ao segundo, agradeço ainda efusivamente a possibilidade da laracha imbecil que nos foi atirada pelo Anacleto. Não o esquecerei.

Não se pode esquecer, também, o imprescindível contributo da comunicação social para o resultado final, estão de parabéns. Aguardo que alguém venha a fazer um estudo sério do modo como a imprensa e as televisões (principalmente) trataram esta questão.

O resultado deste referendo é a possibilidade do aborto livre. Espero que os que consideram ter ganho não tenham levado os festejos de ontem à noite tão longe que esta possibilidade se torne uma realidade já nas próximas semanas, a simples pedido da mulher, num estabelecimento blá, blá, blá.

O resultado deste referendo, repiso, é a possibilidade do aborto livre, a destruição da vida intra-uterina por simples desejo da mulher. O número de abortos vai, obviamente, aumentar consideravelmente. Desejo que todos aqueles que votaram SIM de forma bem-intencionada conduzam as suas vidas futuras apoiando de um modo tal a maternidade e a vida que não venham a ser atormentados pelos fantasmas de milhares de fetos no momento do juízo final.

Não vale a pena acusarem-me de ter mau perder. Eu não perdi nada. A sociedade é que resolveu inverter por completo os seus valores relativamente à vida humana, perdendo-os. Os meus continuam exactamente na mesma, inabaláveis. E estão correctos.

Comentários:
Não. O que aconteceu foi que a maioria dos cidadãos responsáveis que acorreram às urnas, decidiram acabar com a imposição do vosso modelo cultural de valores sobre o todo nacional.

Vão-se preparando é para as restantes questões de conciência sobre a qual repudiamos o monopólio e imposição da vossa cultura de valores: a eutanásia, o casamento entre homossexuais, etc...
 
"E estão correctos."

Muito infeliz este final.
Nem os seus, nem os meus, nem os de ninguém estão correctos ou são "os" correctos. A moral não é absoluta.
 
"O resultado deste referendo é a possibilidade do aborto livre. Espero que os que consideram ter ganho não tenham levado os festejos de ontem à noite tão longe que esta possibilidade se torne uma realidade já nas próximas semanas, a simples pedido da mulher, num estabelecimento blá, blá, blá."

Uma vergonha, este post!!
 
Ah, já cá faltava a culpa da comunicação social! E a frei Bento! Por Deus!
 
Os do Gato Fedorento só se podem sentir honrados: serem elogiados pela única pessoa no país mais hilariante do que eles!
 
"e estão correctos"

imagino-o vlx, a dizer isto no alto da sua pose de bicha reprimidad e empertigaitada.

hilariante
 
Cheira a merdas aqui...


Edgardo
 
"E estão correctos"!
Imaginem se gentinha da laia deste VLX alguma vez tiver o poder neste país o que nos pode acontecer a todos? Inacreditável... é evidente que com gente desta, VÃO SEMPRE PERDER, thanks God!
 
A todos que frisaram a passagem "E estão correctos!":

E vocês, estão correctos?

P.S.: pedro a., se num estado não há nem um valor moral absoluto então isso chama-se anarquia...
 
Não, José: se num estado não há um valor moral absoluto, então isso chama-se democracia - coisa que vocês, "os correctos", não conseguem compreender.
 
Zen, não se pode separar o sujeito do predicado. Por isso, quando pretender dizer que "a maioria dos cidadãos (...), decidiram" não pode colocar uma vírgula no meio da frase. Além disso, deve haver correspondência entre o sujeito e o predicado. Dessa forma, não pode indicar o sujeito ("a maioria") no singular e o verbo ("decidiram") no plural. A maior parte do resto do que escreve é discutível. Quando for para a frente com a monstruosidade da eutanásia cá me encontrará para lhe fazer frente. Espero que aprenda a escrever até lá.
 
Ao que sabe quem ele é,
Sei também quem sou e não me parece que tenha pose de "bicha reprimidad e empertigaitada" mas achei piada ao insulto; vou guardá-lo para utilização futura. Aos restantes, peço que não respirem para cima do Edgardo porque ele está incomodado com o vosso hálito.
 
Zé, está assustado? Esqueceu-se de pôr a camisinha? Imagina ter criado um ser humano com a rapariga no meio dos festejos? Ela não merece ser mãe dos seus filhos? E então? Vai destruir o seu filho? Ele tem culpa? Você vai conseguir viver com a sua? Só porque a lei lhe permite abortar o seu próprio filho? Boa sorte, meu caro, vai precisar dela para dormir sossegado.
 
Ó Pedro A., a moral pode não ser absoluta mas também não é completamente aleatória. Os meus valores estão correctos, ponto. Você pode contrapor à vida o facto de ela não existir (no que terá alguma dificuldade) ou contrapor-lhe outros valores que considere mais importantes ou apenas relevantes na questão da decisão(o que poderá já estar previsto no Código Penal). O que não pode é considerar o aborto livre como uma coisa boa ou moralmente aceitável. Nem aqui nem na China. Nem hoje nem há 20.000 anos.
 
Ó Ziggy, se a democracia decidir recuperar a pena de morte eu serei contra. E continuarei a ter razão. Não sei se compreende isto de forma correcta.
 
"no momento do juízo final"; "estabelecimento blá, blá, blá", talvez tenha sido por este tipo de discurso (ou 'bitaite', se queremos ser correctos) que o não perdeu. Os meus parabéns, também, pela forma conclusiva com que o texto termina. É bom termos certezas e tudo o mais, mas eu também tenho uma: tudo isso é um tremendo mau perder; não o negue.

P.
 
Entao nao há valores absolutos?! A vida humana nao é um valor (também moral) absoluto? É que quando se começa a pôr tudo em questao e a defender que nada é absoluto ou objectivamente correcto, acaba-se em contadiçao ou em anarquia...
 
Este comentário foi removido pelo autor.
 
VLX: está a fazer inferências a partir de coisas que eu não disse nem escrevi.

E continuo a não perceber porque é que os seus são os correctos. Há alguma escala para avaliar isso?

Aos que falam em anarquia: eu não falei em anarquia nem nada lá perto. Neste caso, segue-se os "valores" (usando a mesma palavra) da maioria, que votou e assim decidiu. E em democracia, não há valores absolutos. Há os valores defendidos pela maioria num dado instante. E agora são estes que vão prevalecer.

A mim parece-me simples, não compliquem mais a questão nem façam inferências sobre o QUE NÃO FOI DITO NEM ESCRITO.

Obrigado.
 
" Vão-se preparando é para as restantes questões de conciência sobre a qual repudiamos o monopólio e imposição da vossa cultura de valores: a eutanásia, o casamento entre homossexuais, etc..."
Quando é que o ZEN chega ao estado zen e deixa de nos nausear com as suas ABOMINAÇÕES
 
a maioria dos cidadãos responsáveis que acorreram às urnas, decidiram acabar com a imposição do vosso modelo cultural de valores sobre o todo nacional.

O respeito pla vida é um modelo cultural. A maior parte das sociedades não tem esse valor.
Matar é legitimo.
No meu modelo cultural não é legitimo matar.
Noutros modelos culturais é legitimo, aceite , matar a mulher.
São modelos.
Eu não acho isso bem..,mas isso sou eu.
Hà sempre maiorias que defendem diferentes modelos.
 
No modelo cultural tailandes é legitima a pedofilia.
Modelos culturais.
 
Mas afinal o que escreveu o Frei Bento!?!? Alguem me pode deixar o link!?!?
 
um espectáculo de ressentimento e mau perder, vlx! o frei bento deve estar a tremer com o seu não esquecimento!
 
Frei Bento não é o treinador do Sporting?...


Edgardo
 





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